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Clippings - 12/01/17

OGX tenta novo plano para converter credores em acionistas

A OGX tenta um novo acordo para reestruturar suas dívidas, que inclui a entrada de credores no capital da companhia, inclusive da OSX-3, dona do FPSO que opera para a OGX, que poderá vir a ser uma das maiores acionistas da companhia. Apenas na operação de Tubarão Martelo, única fonte de receita da OGX, as dívidas ultrapassam R$ 700 milhões.

Se conseguir o aval dos acionistas atual e fechar o plano, a OGX terá suas cotas distribuídas entre a OSX-3 (32,5%), credores DIP (46,92%) e IF (15,58%). A OGpar, criada em meio a primeira tentativa de recuperação da companhia, terá 1,29% e os demais acionistas atuais, 3,71%.

Atualmente, a OGX é detida pela OGpar (25,89%) e demais sócios (74,11%). A OGpar substitui a OGX original e, por sua vez, tem participação na OGX Petróleo e Gás, que detém os ativos da companhia. Tal estratégia já considerava a diluição dos ativos da companhia entre credores no início da reestruturação.

“Essa é a segunda reestruturação, porque houve um acordo de dívida impagável”, afirmou o CEO da OGX, Paulo Narcélio, em conferência para analistas nesta quarta-feira (11/1).

A conversão de dívida em participação na companhia, contudo é apenas uma das condições do acordo firmado com os credores.

Ficou acertado que a OSX-3 terá a opção de comprar Tubarão Martelo pelo valor simbólico de US$ 1 ou até mesmo de solicitar a devolução da plataforma que opera no campo, o FPSO OSX-3, desde que notifique com 240 dias de antecedência. Contudo, se o FPSO deixar Tubarão Martelo, a opção perde a validade.

Outra questão que também é tratada no acordo são os custos de desativação de Tubarão Martelo, em caso de devolução da plataforma por pedido da OSX ou pelo fim da atividade no campo.

Uma conta será criada para recolher receitas do próprio campo (10%), mais um adicional de um terço do faturamento restante que exceder US$ 8 milhões e 10% da receita futura do campo de Atlanta, em que a OGX tem 40% – ativo operado pela QGEP.

Nesse arranjo, foi incluída uma parcela para a OSX-3 para pagar pelo afretamento da plataforma – um terço do excedente de US$ 8 milhões. O terço restante volta para a OGX.

A OGX entrou em crise quando veio a público que suas descobertas em águas rasas na Bacia de Campos eram ruins e, mesmo assim, estava em curso um plano ambicioso de instalar diversas plataformas na região, todas contratadas com a OSX, originalmente do mesmo grupo.

Hoje, a única fonte de receita da OGX é a produção de cerca de 6 mil barris/dia em Tubarão Martelo, em uma operação cara, tendo em vista que o FPSO OSX-3 tem capacidade para 100 mil barris/dia.