A PPSA já identificou 19 áreas passíveis de unitização devido à extensão de reservas para áreas não concedidas no polígono do pré-sal. Além das dez áreas já em discussão, neste ano, outros oito casos deverão ser iniciados, envolvendo Petrobras e BP.
BM-C-34 e BM-C-32
Operadas pela BP, as áreas contêm descobertas em fase de avaliação nos blocos C-M-473 (Anu, no BM-C-34) e C-M-61 (Itaipu, BM-C-32), respectivamente, das 7ª e 6ª rodadas, na Bacia de Campos.
No caso do C-M-473, a BP precisa decidir sobre a continuidade do PAD. No fim de abril, a companhia tentou, sem sucesso, a prorrogação de prazos para a campanha. No C-M-61, a petroleira tem até novembro para decidir sobre um TLD para testar Itaipu.
Sépia e Júpiter
A PPSA identificou a necessidade de estudar uma individualização de Júpiter, uma descoberta no BM-S-24, com área não concedida. A Petrobras detém 80% da concessão e tem a Petrogal (20%) como sócia.
O segundo processo previsto envolve Júpiter e Sépia, este declarado comercial a partir Tupi NE, da cessão onerosa, 100% Petrobras. A ANP autorizou, em dezembro, o intercâmbio de informações dos campos, entre a petroleira e a Petrogal.
Iara e Entorno de Iara
Os cinco campos declarados comerciais pela Petrobras no fim de 2014, a partir da exploração do Entorno de Iara (cessão onerosa) têm unitizações previstas: Atapu, Norte de Sururu, Sul de Sururu, Norte de Berbigão e Sul de Berbigão.
A região é contígua a Iara, uma concessão, onde a empresa delimitou os campos Berbigão, Sururu e Oeste de Atapu. A expectativa é que o processo de unitização na ANP também envolva a unificação dos ativos em campos maiores.
Libra, Sul de Sapinhoá e Búzios
A lista de processos envolvendo a Petrobras também inclui a extensão de reservas em áreas não concedidas de Libra (partilha), Sul de Sapinhoá (Sul de Guará) e Búzios (Franco), estes dois da cessão onerosa.
C-M-202, devolvido pela Anadarko
A PPSA identificou a necessidade de individualização na área, mas o bloco foi devolvido pela Anadarko no fim de 2014. Lá, a companhia fez a descoberta de Itaúna, contudo optou por não dar continuidade ao projeto. O C-M-202 fica na Bacia de Campos.
Dez processos iniciados em 2014
O processo com estágio mais avançado é o de Tartaruga Mestiça, operado pela Petrobras na Bacia de Campos cujo acordo de individualização da produção (AIP) já foi assinado. O ativo deve começar a produzir 2017, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes. Também estão adiantadas as discussões sobre Gato do Mato, descoberta da Shell no BM-S-54.
A Petrobras também está envolvida nos processos de unitização para Lula (BM-S-11) e Sul de Lula (cessão onerosa); Sapinhoá (BM-S-9); Carcará (BM-S-8); Carapeba; Caxaréu; e Pirambu (Parque dos Doces). São, ao todo, sete áreas com processos iniciados em 2014 envolvendo a petroleira.
Com a Shell, além de Gato do Mato, foram iniciados os processos de Epitónium, também no BM-S-54 e Náutilos, parte do Parque das Conchas.