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Clippings - 25/02/19

Óleo e gás tem recorde de fusões e aquisições

Cerca de R$ 25 bilhões foram movimentados em 2018 no Brasil; tendência é de crescimento nos próximos anos

O mercado brasileiro de óleo e gás registrou no ano passado recorde de fusões e aquisições, de acordo com a KPMG. Ao todo, foram registradas 46 operações no país, um crescimento de 64% em comparação com o ano anterior, envolvendo aproximadamente R$ 25 bilhões.

Segundo a consultoria, foi decisiva para a alta a continuidade dos leilões da ANP, do programa de desinvestimento da Petrobras e de uma agenda pró-privatização combinada com maior previsibilidade nas políticas para o setor.

“A volta do capital estrangeiro por meio das grandes petroleiras internacionais foi a grande responsável”, frisou Paulo Guilherme Coimbra, sócio da KPMG. “Assumindo um cenário político estável, ambiente regulatório que estimule investimentos e novos leilões, a tendência é que essas operações cresçam nos próximos anos”, completou.

Paulo Coimbra, da KPMG: tendência de crescimento das operações de fusão e aquisição nos próximos anos

Além da compra de uma empresa por outra, o estudo inclui aquisições de ativos via leilão ou farm-ins, como a aquisição de 25% do campo de Roncador, na Bacia de Campos, pela Equinor, por aproximadamente R$ 9 bilhões.

A norueguesa compõe, ao lado da  Exxon, Chevron, Shell, BP, Total, Galp, o grupo das principais petroleiras estrangeiras envolvidas nas transações. Entre as brasileiras estão a Petrobras, PetroRio, Parnaíba Gás Natural (PGN) e Dommo Energia.

A China fez apenas uma operação em 2018, com a petroleira CNPC, que adquiriu a TT Work participações – empresa de Pernambuco responsável pela distribuição, logística e importação de combustíveis.

Outro modelo de operação foi protagonizado pela Rowan Companies, que comprou, da Petrobras, as jackups de perfuração P-59 e P-60 – negócio que movimentou aproximadamente R$ 300 milhões.

Operações entre empresas nacionais ficaram em segundo lugar no ranking de fusões e aquisições. Um exemplo foi a compra do campo terrestre de Azulão pela PGN, do grupo Eneva. A transação com a Petrobras custou cerca de R$ 200 milhões.

De 2016 até o ano passado o crescimento de fusões e aquisições mais que dobrou, passando de 20 para 46 operações. Com a crescente presença de grandes players, o mercado brasileiro tende a ter mais operações com foco em parcerias entre petroleiras.

“A oferta de novos ativos, principalmente via leilões, atrai o interesse das empresas e de operações conjuntas”, avalia Coimbra.

Do total de transações analisadas pela KPMG, 30 foram de empresas estrangeiras adquirindo companhia brasileira, 13 domésticas, entre empresas de capital nacional, duas envolvendo apenas empresas estrangeiras e uma de companhia brasileira comprando outra estrangeira.

O consultor assinalou que as petroleiras estão se movimentando para além do setor de óleo e gás, buscando maior diversificação nos negócios e agregando em seu portfólio empresas de energia em um movimento “cross sector”. “A transição energética e a necessidade de ampliar área de atuação levam cada vez mais empresas de óleo e gás a adquirir companhias de energia”, concluiu.

Fonte: Revista Brasil Energia