O presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Mauro Borges Lemos se reuniu com outros participantes para discutir os principais desafios da internacionalização das empresas brasileiras e a importância das cadeias globais de valor. Um dos pontos centrais do debate foi o acordo histórico selado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) que inclui compromissos de redução de subsídios às exportações de produtos agrícolas, de isenção crescente de tarifas alfandegárias para os produtos procedentes de países menos desenvolvidos e de redução da burocracia nas fronteiras, facilitando intercâmbios. De acordo com o gerente de comércio exterior da CNI, Diego Bonomo, o acordo beneficia muito o Brasil, porque há uma base industrial extremamente diversificada. Agora cabe ao País enfrentar questões críticas que possibilitem um salto de competitividade na indústria nacional e sua integração efetiva ao mercado global. Os estudos da CNI indicam que, do US$ 1 trilhão de dólares esperado pela economia global após o acordo de Bali, pelo menos US$ 15 bilhões devem vir para o Brasil.
Para o presidente da ABDI, o governo brasileiro deu fortes demonstrações de seu interesse em viabilizar o acordo da OMC, tendo papel decisivo no processo de retirada do veto de países latino-americanos. Sobre a ausência do Brasil em tratados de comércio bilaterais ou regionais, como a Aliança do Pacífico, que envolve Chile, Colômbia, México e Peru, Lemos lembrou que, embora não participe da Aliança do Pacífico, o Brasil tem acordo de livre comércio com todos os países latino-americanos, inclusive os membros desse grupo. Além disso, no âmbito do Mercosul, recentemente o Brasil fez uma ousada proposta de acordo de livre comércio com a União Europeia.