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Clippings - 11/03/20

OneSubsea fecha contrato para Mero 2

Joint-venture entre a Shlumberger e a Cameron fornecerá equipamentos submarinos para o projeto no pré-sal de Santos

A OneSubsea – joint venture entre a Schlumberger e a Cameron – fechou contrato com a Petrobras para fornecer as árvores de natal molhadas (ANMs) do campo de Mero 2, no pré-sal da Bacia de Santos.

O escopo inclui 11 ANMs e quatro unidades de distribuição eletro-hidráulica (UDEH), além de um contrato de cinco anos para serviços de instalação e manutenção incluindo drill pipe risers (DPR).

O valor do contrato não foi divulgado. Como se trata de aquisição de bens e serviços para projeto em consórcio, a concorrência não está sujeita à Lei de Acesso à Informação (12.527/11).

No caso de Mero 1, cujas árvores foram contratadas à Aker Solutions, o governo abriu uma exceção por questão de prazo, permitindo à Petrobras utilizar equipamentos do frame-agreement existente com a empresa norueguesa. No Teste de Longa Duração de Libra (TLD), as ANMs vieram do acordo do contrato com a TechnipFMC.

Para atender às próximas fases de desenvolvimento de Libra e Búzios – cujos volumes excedentes têm, agora, a participação da chinesas CNOOC e CNODC –, a Petrobras terá de lançar novas licitações.

“Há indicações de que a Petrobras contratará 70 cabeças de poço em algum momento do ano”, revelou o CEO da Drill-Quip, Blake DeBerry, em conferência com analistas no final de fevereiro.

Ao lado da GE O&G (Baker Hughes), a empresa era uma das que haviam fechado frame-agreements de cabeças de poço com a estatal no passado. Segundo o executivo, a quantidade mínima de pedidos prevista no contrato foi exercida pela Petrobras. “Não acredito que haverá novas encomendas por aquele contrato especificamente”, assinalou.

Além da questão burocrática, a necessidade de lançar novos processos de contratação está ligada a mudanças nas especificações dos equipamentos, tendo em vista as lições aprendidas no pré-sal nos últimos anos.

Segundo apurado pelo PetróleoHoje, a Petrobras deve demandar entre 80 e 100 ANMs entre este ano e 2024.

O Consórcio de Libra é operado pela Petrobras, em parceria com a Shell, Total, CNOOC e CNPC.

Fonte: Revista Brasil Energia