A Odebrecht Óleo & Gás espera concluir até o fim de abril as negociações para a reestruturação de parte de suas dívidas. A operação em curso, segundo o presidente da OOG, Roberto Simões, envolve prioritariamente dois grandes blocos de credores, no valor de cerca de US$ 3,1 bilhões, o que corresponde a cerca de 60% do valor total da dívida, fixada hoje em US$ 5 bilhões. São US$ 1,1 bilhão vencendo ate 2021 e outros US$ 2 bilhões, em 2022.
Os bonds financiaram as sondas Norbe-VII e Norbe-IX, ODN-1, ODN-2, Stena Tay e a Norbe VI. A dívida total da OOG tem vencimento até 2023. Além dos bonds com vencimento no perãodo 2021/2022, há também uma parcela de dívida corporativa que soma cerca de US$ 1,5 bilhão e mais o bond perpétuo, no valor de US$ 550 milhões.
“É importante dizer que estamos em dia com todas as nossas dívidas. A única que está em atraso é o bond perpétuo, referente ao contrato da sonda ODN Tay, cancelado pela Petrobras, e que de acordo com as cláusulas estabelecidas no project finance teríamos que repor por outro contrato no prazo de 90 dias”, detalha Simões.
O contrato da ODN Tay foi cancelado em setembro de 2015 e, com o mercado de perfuração em crise, a OOG não conseguiu repor outro contrato. A tentativa de negociação com os titulares desses papéis se arrasta há um ano e dois meses e foi antecipada nesta terça-feira (28/3), pela agência Reuters.
A dívida da OOG está lastreada em project finance, tendo como garantia os projetos, ou seja, as sondas, os PLSVs e os FPSOs.