A Opep prevê que a produção brasileira ficará na média de 3,1 milhões de barris/dia em 2017, 10 mil barris/dia a mais do que o previsto no mês passado. A revisão foi feita após o aumento da produção brasileira registrado entre maio e junho, impulsionado principalmente pela produção do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.
O cartel mantém a previsão de que o país será o principal responsável pelo aumento da produção fora do grupo no ano que vem. Já a produção fora do cartel continuará caindo em 2017 e registrará um declínio de 15 mil barris/dia.
A Agência Internacional de Energia (AIE) discorda, porém, da projeção e prevê que, no ano que vem, a produção fora da Opep crescerá 300 mil barris/dia, após o declínio esperado de 900 mil barris/dia em 2016.
De acordo com o Oil Market Report da AIE de agosto, a produção global de óleo em julho ficou 215 mil barris/dia abaixo da registrada no mesmo mês de 2015 devido às quedas fora da Opep, já que o cartel registrou uma alta de 680 mil barris/dia na produção em relação ao ano passado. Ao todo, a produção da Opep ficou em 33,39 milhões de barris/dia no mês, com forte contribuição da Arábia Saudita e do Iraque.
Demanda
A AIE reviu a previsão para o crescimento da demanda global de óleo em 2017 para 1,2 milhão de barris/dia. Até o mês passado, a agência previa que o consumo mundial cresceria 1,3 milhão de barris/dia no ano que vem.
A mudança na projeção reflete as previsões macroeconômicas mais pessimistas para 2017, ano em que a alta esperada é de 1,15 milhão de barris/dia. Para 2016, a AIE manteve a projeção de um aumento de 1,4 milhão de barris/dia em relação a 2015, acima da projeção da Opep, que está em 1,22 milhão de barris/dia.