As regulamentações de combustíveis marítimos para o enxofre que entrarem em vigor em 1º de janeiro terão um impacto menos perturbador — mas ainda considerável — no mercado de petróleo do que se temia anteriormente.
A avaliação é da Opep e tem como indicadores o menor crescimento esperado da demanda de petróleo, uma aceleração no ritmo das instalações de scrubbers e o aumento da disponibilidade de combustível compatível.
Em seu World Oil Outlook, a organização avalia que o sistema global de refino terá flexibilidade suficiente para lidar com as mudanças no mix de combustíveis do setor marítimo.
A Opep prevê que a conformidade será de cerca de 85% em 2020, um aumento de cerca de 10 pontos percentuais em relação às perspectivas do ano passado. E aumentará para quase 90% até 2024.
A expectativa é que 2,5 mil navios tenham lavadores instalados em 2020, somando um total de cerca de 5,5 mil instalações.
A Opep estima que a demanda marinha de HSFO cairá de três milhões de b/d em 2019 para 1,2 milhão de b/d em 2020 e depois se recuperará para cerca de 1,5 milhão de b/d, devido às instalações de scrubbers.
Espera-se que a demanda combinada por destilados médios e óleo combustível com baixo teor de enxofre aumente para três milhões de b/d em 2020, partindo dos cerca de 1,1 milhão de b/d atualmente.
A demanda por diesel no setor de bunkers deverá aumentar para cerca de 1,5 milhão de b/d em 2020, contra cerca de 900 mil b/d atualmente, disse a Opep.
Para a instituição, o combustível compatível com mistura de enxofre a 0,5% terá a demanda aumentada para cerca de 1,6 milhão de b/d em 2020, ante cerca de 300 mil b/d atualmente.
Fonte: Revista Portos e Navios