unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 26/08/22

Operações no Brasil impulsionam 2T22 da DOF


Créditos: DOF Subsea

DOF Subsea registrou uma receita operacional de NOK 1,5 bilhão (US$ 155 milhões) no segundo trimestre de 2022, o que representa um aumento de 29,3% ante o mesmo período do ano passado. Segundo relatório trimestral, divulgado na quinta-feira (25), as operações realizadas pelas embarcações da companhia no Brasil e a extensão do contrato de inspeção de linhas flexíveis, risers e equipamentos submarinos nas bacias de Campos, Santos e do Espírito Santo, foram os principais destaques do período.

A extensão firmada com a Petrobras tem uma duração de 18 meses e vai demandar uma frota de três navios. O valor total dos novos contratos foi de US$ 100 milhões, enquanto o contrato original foi assinado em agosto de 2020 pelo valor de US$ 110 milhões. 

Em maio, a Petrobras também fechou contratos de afretamento das embarcações Skandi Angra, Skandi Paraty, Skandi Urca e Skandi Fluminense (classe AHTS 18000) com a DOF, por aproximadamente US$ 260 milhões.

A norueguesa também anunciou um fluxo de caixa operacional de NOK 349 milhões (US$ 36 milhões) no segundo trimestre, enquanto a frota de projetos subsea e de inspeção, reparo e manutenção (IMR) teve uma taxa de utilização de 87%.

Amortização da dívida

Em junho, a DOF anunciou o acerto de um acordo de reestruturação de sua dívida com diversos stakeholders. O plano estabelece a conversão de um débito de NOK 5,7 bilhões (US$ 589 milhões) em patrimônio líquido para a empresa, o que reduziu a dívida total de NOK 18,7 bilhões (US$ 1,9 bilhão) para NOK 13 bilhões (US$ 1,3 bilhão). Além disso, o plano estabelece uma nova reestruturação do restante dos valores a partir de 2027.

O plano inclui também a conversão de uma parcela da dívida em participação acionária aos credores. Após a conclusão da reestruturação, as ações existentes na DOF passarão a representar 4% das ações emitidas, enquanto os bondholders representarão 53,33% e os detentores de todos os outros passivos de conversão vão ter 42,67%.

O acordo abrange os principais stakeholders da companhia, com exceção do BNDES. O banco brasileiro, contudo, se posicionou a favor de um refinanciamento da dívida, que permita à empresa operar de uma forma saudável financeiramente. Existe uma negociação em curso para reescalonamento da dívida com o BNDES (excluindo a dívida relativa a DOFCON), mas o grupo DOF não divulga valores de dívida de forma individual.

Fonte: Revista Brasil Energia