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Clippings - 27/03/15

Operador de aeroporto privatizado poderá participar de novos leilões

O governo vai permitir que os atuais concessionários de aeroportos entrem na disputa da terceira rodada de privatização dos terminais, quando serão leiloados Porto Alegre, Salvador e Florianópolis.

Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, a participação desses operadores será condicionada a um raio de distância dos terminais já concedidos (São Gonçalo do Amarante, Brasília, Guarulhos, Viracopos, Galeão e Confins). Está definido que o administrador de São Gonçalo do Amarante não poderá arrematar Salvador, por exemplo.

Na segunda fase do processo de concessão (Galeão e Confins), o governo restringiu a entrada dos atuais operadores para evitar prejuízos à concorrência na gestão dos aeroportos privatizados. Desta vez, a preocupação é estimular os investidores, para aumentar a concorrência.

O governo nega que haja desinteresse da iniciativa privada, sob o argumento de que o negócio oferece várias possibilidades de receitas. — Tenho recebido vários pla-yers que estão entusiasmadíssimos com as próximas concessões — disse o ministro, após participar da abertura de seminário da Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear) sobre os desafios do setor. Padilha disse que, nos próximos oitos meses, o governo dará início a estudos técnicos para transferir.

Operador de aeroporto privatizado poderá participar de novos leilões ao setor privado mais nove aeroportos lucrativos administrados pela Infraero, que deverão ser entregues até 2018. Ele informou que terminais de Santos Dumont, Congonhas e Manaus, este último por questões estratégicas, continuarão com a estatal pelos resultados apresentados. Também ficam com a Infraero os que não lucram.

CRÍTICAS AO AJUSTE O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, criticou as medidas de ajuste propostas pelo governo (revisão da desoneração da folha e das alíquotas do PIS/Cofins). Segundo ele, estas medidas, somadas à alta recente do dólar, aumentarão os custos do setor em 2015 em R$ 2 bilhões — ou 10% do faturamento das empresas aéreas. Ele mencionou que as companhias vão trabalhar para tentar mudar as propostas no Congresso e já estão cortando planos de expansão. Diante da estagnação da economia, as companhias têm evitado o repasse para as tarifas e mantido as promoções para atrair os usuários.

— As companhias estão revisando o lançamento de novos voos e cortando rotas. Demissões não estão nos planos, pois queremos preservar nossos ativos — disse Sanovicz, acrescentando que 111 milhões de passageiros viajam de avião e que há risco de retrocesso nesse movimento. Já o ministro da SAC defendeu o ajuste, alegando que as medidas são importantes para assegurar a continuidade do crescimento do setor.

Ele, no entanto, disse que o governo precisa ter sensibilidade nas discussões com o Congresso para evitar manter os empregos e preservar a produtividade: — Para que o mercado possa crescer, precisamos do ajuste. Mas ele deverá ser modulado nas discussões no Congresso.