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Clippings - 10/08/16

Operadoras de sondas notam aumento do interesse sobre o Brasil

A expectativa de maior abertura do mercado de exploração do pré-sal brasileiro – seja em função da possível aprovação do PL 4567 como em razão dos desinvestimentos da Petrobras – já tem como reflexo o aumento do interesse de majors e petroleiras independentes sobre o país. É o que avaliam duas importantes operadoras de sondas, a Transocean e a Diamond.

Em conferência com analistas, o vice-presidente sênior de Vendas da companhia, Terry Bonno disse que as petroleiras continuam, de modo geral, comprometidas com as atividades em águas profundas, e a recente compra pela Statoil da participação da Petrobras na área onde foi feita a descoberta de Carcará, na Bacia de Santos, é um exemplo do interesse em ativos com esse perfil.

“Este foi um evento histórico que claramente demonstra uma mudança positiva na abertura da bacia para permitir que companhias internacionais desenvolvam esses importantes projetos. Mesmo que o aumento no número de sondas não seja iminente, sabemos do potencial deste ativo”, comentou Bonno sobre a compra.

O executivo prevê que as atividades no país voltarão a crescer entre o final de 2017 e meados de 2018, mas assinalou que ainda é cedo para dizer em quanto tempo a retomada do crescimento refletirá no aumento de sondas em atividade.

Também em conferência com analistas, o CCO da Diamond, Ronald Woll, afirmou que a empresa enxerga um cenário positivo para o Brasil. “A legislação brasileira está buscando uma forma de abrir o mercado para além da Petrobras (…). Existem muitos grandes operadores buscando experiência neste mercado”, comentou.

Atualmente, a Transocean opera no Brasil as sondas Petrobras 10000, Dhirubhai Deepwater KG1 e a Sedco 706, todas afretadas à Petrobras. Já a Diamond Offshore opera a Ocean Courage e a Ocean Valor no país, também afretadas à petroleira brasileira.