
Até o início deste mês, 16 poços exploratórios foram perfurados em blocos no país em 2022 – um número semelhante ao total de poços perfurados em blocos em 2020 e em 2016, segundo dados do Painel Dinâmico da Fase de Exploração da ANP.
Essa quantidade de poços perfurados até agosto é a menor da série histórica, que foi iniciada em 1998, segundo os dados do painel da ANP. No entanto, conforme já publicado pelo PetróleoHoje, a previsão é que 30 poços sejam perfurados neste ano, sendo 22 em terra e oito no mar.
Até o momento, 11 foram perfurados em terra e cinco no mar. Deste total, metade foi perfurado pela Eneva, sendo cinco na Bacia do Parnaíba (3-ENV-32D-MA e 3-ENV-34-MA, no PN-T-102A; 1-ENV-29-MA, no PN-T-87; 1-ENV-30D-MA, no PN-T-103; e 1-ENV-36-MA, no PN-T-67A) e três na Bacia do Amazonas (1-ENV-31D-AM, no AM-T-85; e os poços 3-ENV-33D-MA e 3-ENV-35D-AM, no AM-T-84).
Os dois poços perfurados no PN-T-102A e os três poços perfurados na Bacia do Amazonas pela Eneva já tiveram a sua declaração de comercialidade enviada à ANP. Além deles, outros três também já tiveram a sua descoberta notificada à agência reguladora: os dois da Alvopetro na Bacia do Recôncavo, perfurados nos blocos REC-T-182 e REC-T-183 (poços 1-ALV-14D-BA e 1-ALV-15-BA, nesta ordem), e um da BGM na Bacia do Espírito Santo, no bloco ES-T-496 (1-BGM-5-ES).
A outra metade dos poços ainda não teve a sua notificação de descoberta encaminhada à ANP. É o caso de três poços da Eneva (perfurados nos blocos PN-T-87, PN-T-103 e PN-T-67A), de três poços da Petrobras (chamados 1-BRSA-1383-RJS, 1-BRSA-1384-RJS e 1-BRSA-1385-ESS, perfurados nos blocos de Alto de Cabo Frio Central, Dois Irmãos e ES-M-596, nas Bacias de Campos e Espírito Santo, respectivamente), de um poço da ExxonMobil (1-EMEB-3-SES, no SEAL-M-428, em Sergipe) e de um da Shell (1-SHEL-34-RJS, no C-M-791, em Campos).
Apesar da notificação de descoberta não constar no sistema da ANP, segundo os dados do painel dinâmico, tanto a Petrobras quanto a Shell já informaram, por meio de seus sites, que descobriram petróleo em Alto de Cabo Frio Central e gás no C-M-791, nesta ordem. Por sua vez, a ExxonMobil já informou, no início deste ano, que não encontrou a presença de hidrocarbonetos no SEAL-M-428, e que realizará estudos visando atualizar o potencial deste bloco e de outros em áreas próximas da bacia.
Fonte: Brasil Energia