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Clippings - 16/11/18

Operadoras veem cenário adverso na Foz do Amazonas

Com base em sísmicas, petroleiras estimam que bacia apresenta riscos e custos exploratórios elevados

Alto risco exploratório e poços com custos elevados, na monta de US$ 120 milhões. O cenário pouco animador foi estimado por operadoras de blocos exploratórios na Foz do Amazonas a partir dos resultados de levantamentos sísmicos na bacia, uma das grandes promessas da 11ª rodada da ANP, realizada em 2013.

Diante das potenciais adversidades, comenta-se no mercado que executivos de petroleiras que arremataram ativos na região já estariam considerando positivo o fato de o Ibama não ter emitido licença para as campanhas de perfuração na região até agora.

“Estão dando ‘graças a Deus’. A chance de sucesso é baixa, e a multa por não cumprimento [do programa exploratório mínimo] pode chegar a US$ 40 milhões”, relata uma fonte.

Entre essas companhias estão a BP Energy, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) e a Total E&P, que encomendaram sísmicas multicliente para a Foz do Amazonas, além de terem apresentado estudo ambiental conjunto sobre as atividades na região ao Ibama.

As petroleiras britânica e brasileira operam, na Foz, os blocos FZA-M-59 e  FZA-M-90, respectivamente, enquanto a francesa opera cinco ativos na bacia: FZA-M-125, 127, 57, 59, 86 e 88, nos quais a BP também tem participação.

A boa notícia é que, por outro lado, as sísmicas realizadas nas bacias do Pará-Maranhão e do Ceará, onde a Total e a QGEP também operam ativos, deram bons indicadores. Isso já teria, inclusive, levado os operadores a solicitarem ao Ibama mudança na ordem de prioridade dos licenciamentos na região.

Procurada, a QGEP disse apenas que aguarda manifestação do Ibama em relação ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) na Foz para dar continuidade ao licenciamento. Quanto às atividades na Bacia do Pará-Maranhão, a companhia declarou que o  processo de farm-out para os blocos está em andamento, assim como o de licenciamento de perfuração.

A Total se limitou a dizer que os processos de licenciamento nas bacias da Foz do Amazonas e Ceará continuam tramitando normalmente.

Já a BP não respondeu ao contato da BE Petróleo até o fechamento da reportagem.

Sísmicas na Foz do Amazonas

Além dessas companhias, operam blocos na Bacia da Foz do Amazonas a Brasoil Manati Exploração Petrolífera, adquirida pela PetroRio em 2017, e a colombiana Ecopetrol.

Em junho deste ano, a PetroRio submeteu ao Ibama pedido para realizar um levantamento sísmico 3D no bloco exploratório FZA-539. Já a Ecopetrol não possui registros de processos no sistema do órgão ambiental.

No Ibama também estão em fase inicial de licenciamento de aquisição sísmica na Foz pedidos feitos pela CGG (“Projeto Foz do Amazonas Fase II”); PGS (“Pesquisa Sísmica na Bacia da Foz do Amazonas Fase II”); e Seaseep Dados de Petróleo (“Sísmica 2D Foz do Amazonas”).

Fonte: Revista Brasil Energia