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Diretor-geral da Antaq destacou que aumento do repasse pelo MPor poderá estruturar melhor área de tecnologia de informação para expandir trabalhos de fiscalização
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, adiantou, nesta segunda-feira (15), que o reforço orçamentário à autarquia beneficiará o desenvolvimento de estudos voltados à análise de viabilidade de concessões de importantes trechos de hidrovias no Brasil. Ele disse que esses trabalhos também estão ligados à necessidade de melhorar a qualidade de transporte de passageiros, que é um desafio e uma prioridade, em especial da região Norte.
O anúncio oficial está previsto para ocorrer nesta terça-feira (16) e prevê um aumento do repasse do Ministério de Portos e Aeroportos à agência da ordem de 17%, segundo a pasta. Nery citou que, além de projetos em andamento, como a Hidrovia do Rio Uruguai, que interligará a Lagoa Mirim à Lagoa dos patos), existem estudos para uma futura concessão da infraestrutura aquaviária da Barra Norte, ligando a foz do Rio Amazonas aos portos da região amazônica.
Nery disse que, a partir desse reforço, a Antaq poderá estruturar melhor a área de tecnologia de informação para expandir a fiscalização. “Precisamos aumentar os braços de fiscalização da agência (…). O concurso público é importante para suprir algumas necessidades, mas nunca teremos uma fiscalização efetiva sem o apoio sólido de ferramentas de TI”, afirmou durante a abertura do evento Santos Export.
Sustentabilidade
O diretor-geral da Antaq destacou que, além do desenvolvimento do Índice de Desempenho Ambiental (IDA) e de uma agenda ambiental robusta, a agência reguladora trabalha em uma série de ações na área de sustentabilidade. Ele mencionou que a Antaq desenvolve estudo a fim de verificar como o setor aquaviário brasileiro se estruturou e está planejado para melhorar a relação porto-cidade. Além de identificar como a infraestrutura portuária está preparada para atender às indústrias de hidrogênio verde e de implantação de parques eólicos offshore.
Em outra frente, um estudo para avaliar como os portos brasileiros se preparam para a transição energética e para receber embarcações com combustíveis menos poluentes. Outro desafio da área de sustentabilidade, segundo Nery, será a criação de um inventário de emissões de carbono. “Assim como a agência já provê ao setor informações consolidadas da movimentação de carga (estatístico aquaviário), criar um estatístico de emissões de carbono seria uma grande contribuição para o setor e para a pauta de sustentabilidade”, projetou.
Fonte: Revista Portos e Navios