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Clippings - 22/01/10

Orçamento da CSA sobe para US$ 7,3 bilhões

O conglomerado alemão de siderurgia e engenharia ThyssenKrupp informou nesta quinta-feira que aumentou o orçamento da Companhia Siderúrgica do Atlântico, usina que constrói no Rio de Janeiro, de 4,7 bilhões de euros para 5,2 bilhões de euros (US$ 7,3 bilhões). Este é o segundo aumento do orçamento do projeto em cinco meses.

A ampliação dos investimentos no megaprojeto, realizado em parceria com a Vale, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, foi anunciada pelo executivo-chefe da empresa alemí, Ekkehard Schulz.

A mineradora brasileira, que tem um acordo com a ThyssenKrupp para ser a única fornecedora de minério de ferro da CSA, já havia informado em setembro de 2009 que concluíra acordo com a empresa para aumentar sua participação na usina, de 10% para 26,87%, por meio de aporte de capital de 965 milhões de euros.

A unidade deve demandar 8,5 milhões de toneladas métricas (Mtpa) de minério de ferro e pelotas por ano. Além da siderúrgica, serão construídos também um porto, uma coqueira e uma usina térmica.

Quando o ambicioso plano de expansão surgiu em 2006, a CSA deveria custar cerca de 3 bilhões de euros, com capacidade anual de 5 milhões de toneladas de placa de aço. A CSA será uma usina integrada de placas de aço, com capacidade nominal de cinco milhões de toneladas métricas de placas por ano. O início da produção é previsto para a primeira metade de 2010

O orçamento da ThyssenKrupp para sua fábrica no Alabama (EUA) aumentou 10%, para US$ 3,6 bilhões, com os custos totais previstos em cerca de US$ 3,8 bilhões, segundo Schulz. Os dados sobre os dois projetos serão apresentados ao conselho da companhia em maio, disse o executivo. Entretanto, um investimento adicional de US$ 1,4 bilhão em uma usina de aço inoxidável adjacente nos EUA, que a empresa está adiando por dois anos, continua sem previsões.

A companhia também divulgou que a maior parte de seus negócios registrou lucro no primeiro trimestre fiscal, permitindo ao maior grupo siderúrgico olhar para os próximos meses com otimismo cauteloso. O presidente-executivo, Ekkehard Schulz, disse em reunião anual com os acionistas que as metas de lucro do grupo no atual ano fiscal até setembro de 2010 devem ser atingidas, graças a agressivos cortes de custos e medidas de restruturação.

Schulz disse ainda que o primeiro trimestre do ano fiscal de 2010 da companhia está sendo melhor do que o esperado. O executivo prevê um resultado positivo na maior parte dos segmentos em que a companhia atua no primeiro trimestre do ano fiscal, que termina em 30 de setembro. No entanto, Schulz observou que os riscos permanecem altos e que ainda há perigo de uma recaída econômica.