O que a operadora precisa fazer para garantir a prorrogação da fase de produção do campo até 2041
A Chevron tem até 2024 para entregar uma avaliação sísmica sobre o campo de Frade, na Bacia de Campos, à ANP. O estudo deve contemplar o monitoramento 4D do reservatório e identificar oportunidades para perfuração de poços produtores e injetores adicionais no ativo.
As atividades estão entre os compromissos assumidos pela operadora junto à agência para permitir a prorrogação, até 2041, da fase de produção do campo, cujo projeto de redesenvolvimento foi suspenso recentemente.
A pedido da Brasil Energia Petróleo, a ANP informou ainda que o consórcio formado pela petroleira norte-americana (51,74%), Petrobras (30%) e Frade Japão Petróleo (18,26%) terá de perfurar pelo menos cinco poços adicionais e um injetor contingente no reservatório N545D.
Os compromissos incluem também a adoção da metodologia de injeção e filtração de água e investimentos para garantir boa eficiência operacional e o escoamento da produção, sobretudo para prevenir a formação de hidratos e danos à infraestrutura.
“O descumprimento dos compromissos de investimento e produção, após análise da ANP, ensejará o início de processo visando à perda de eficácia da prorrogação”, destacou a agência via assessoria de imprensa.
Situado em 1,128 mil m de lâmina d’água, a cerca de 370 km a nordeste do Rio de Janeiro, o campo de Frade é o primeiro projeto de exploração e produção de petróleo da Chevron no país. A produção no ativo teve início em 2009.
Em novembro de 2011 e março de 2012, foram identificados vazamentos de óleo no campo, levando à interrupção das operações. Após aprovação das agências reguladoras, a produção do campo foi retomada em abril de 2013 e ampliada em março de 2014, segundo a Chevron.
Fonte: Revista Brasil Energia