O Estaleiro Oceana, em Itajaí (SC), lançou o AHTS Bossa Nova no último dia 28. A unidade é a primeira de uma série de seis embarcações do tipo em construção no local que foram afretadas pela Petrobras à CBO no Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam).
A fabricação do Bossa Nova foi iniciada em 2015, e a entrega da embarcação, de acordo com a CBO, está prevista para meados deste ano – três anos após sua contratação pela petroleira pelo perãodo de seis anos.
Um levantamento feito pela Brasil Energia Petróleo mostra que os AHTSs afretados no Prorefam entregues até o momento (sete, no total) levaram justamente essa média de tempo para serem disponibilizados pelos armadores a partir do ano de assinatura dos contratos de afretamento.
Apesar da maior complexidade, os AHTSs têm média inferior à dos OSRVs, que, no geral, precisaram de mais de três anos e meio para ser entregues (foram 11 até agora). Já os 42 PSVs recebidos pela Petrobras demandaram, em média, dois anos e meio para começar a operar.
Entre os armadores que entregaram AHTSs até o momento, a Norskan (subsidiária da DOF) foi a mais rápida, levando, em média, dois anos e meio para entregar. Os cinco barcos foram construídos pelo grupo Vard, em seus estaleiros em Pernambuco e no Rio de Janeiro.
Já os AHTSs afretados à Bram Offshore foram entregues em quatro anos e meio. As duas unidades foram construídas no Navship, estaleiro do grupo em Santa Catarina.
No caso dos OSRVs, o armador com melhor desempenho foi a Bravante, que levou pouco menos de três anos para entregar seis embarcações. As unidades foram construídas no Estaleiro São Miguel, em São Gonçalo (RJ).
Já a Siem Consub precisou de seis anos, em média, para disponibilizar duas embarcações. Os barcos começaram a ser construídos no Estaleiro ETP, no Rio de Janeiro, mas suas obras foram finalizadas no Wilson Sons, no Guarujá (SP).
Quanto aos PSVs, o armador mais rápido foi a Starnav, com média de dois anos e três meses na entrega de 13 embarcações feitas no Estaleiro Detroit (SC). No outro extremo, a Bravante levou quatro anos para entregar um PSV, construído no Estaleiro São Miguel (RJ).
Importante observar que a comparação feita entre os armadores não considera eventuais rearranjos contratuais entre essas empresas e a Petrobras, que podem ter resultado na postergação da entrega dos barcos afretados – não necessariamente representando atrasos na construção.
A Petrobras contratou, ao todo, 121 embarcações no Prorefam, das quais 60 foram entregues até o momento.