A maior feira mundial de petróleo, a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, termina esta semana, após feéricas discussões e muitos contatos. No ano passado, o fantasma da gripe suína caiu como uma bomba sobre o evento, mas, este ano, tudo transcorreu bem, inclusive com recorde de presenças. O desastre ecológico do Golfo do México foi o tema mais comentado, mas, com o pragmatismo empresarial, isso não impediu conversas, contratos, negociações e palestras.
O presidente da MPE Montagens, Mário Aurélio, conversou longamente com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, no coquetel oficial. O presidente da Liderroll, Paulo Fernandes, recebeu no escritório da empresa em Houston executivos da PDVSA baseados em Miami. A PDVSA quer levar a tecnologia de suportação de dutos, exclusiva da Liderroll, para as plantas de petróleo da Venezuela.
Ainda em Houston, Carlos Mauricio, presidente da Associação das Empresas de Engenharia de Montagens Industriais (Abemi), defendeu maior conteúdo nacional nas obras que a Petrobras realiza no país. Marcelo Bonilha, superintendente da Ebse, maior empresa de calderaria pesada do Rio de Janeiro, com mais de 90 anos de atividade, alinhavou parcerias com empresas do setor de soldagem. Nos próximos dias, poderá anunciar algumas novidades.
Ronaldo Lima, da CBO, do grupo Fischer e presidente da Associação Brasileira de Apoio Marítimo (Abeam), não se cansou de explicar a necessidade de 146 barcos de apoio foi anunciada antes do pré-sal e, portanto, ainda aumentará mais.
Com 90% de certeza, surgiu a notícia de que, em 2011, a OTC poderá ser realizada no Rio de Janeiro e não nos Estados Unidos – uma espécie de homenagem ao pré-sal. Desde que o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro não tente levar a maior feira de petróleo do mundo para outras paragens.