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Clippings - 18/07/18

Ouro Preto estreia no Parnaíba com três poços

Ouro Preto estreia no Parnaíba com três poços. Petroleira acerta detalhes finais para iniciar campanha em blocos da 11ª rodada, que se estenderá até o fim do ano

A Ouro Preto vai começar a perfurar seus primeiros poços na Bacia do Parnaíba até o início de agosto, com a sonda QG-2, da Queiroz Galvão Óleo & Gás, e suporte técnico da Halliburton. A campanha envolverá a perfuração de três poços nos blocos PN-T-137, PN-T-165 e PN-T-114, arrematados na 11ª rodada, e a operação de mobilização da unidade já tem quase 60% do trabalho concluído.

A primeira perfuração será feita no PN-T-137, no Piauí, e está programada para atingir a profundidade final de 2,19 mil m. Cada poço deverá consumir cerca de um mês de trabalho.

A sonda QG-2 está sendo trazida do Solimões, por meio de balsas e 75 carretas. O translado teve início há exatos dois meses e, até o momento, 43 carretas já tinham chegado à locação, seis estavam em trânsito e 26 aguardavam o embarque em Belém.

A segunda perfuração será feita no PN-T-114, localizado no Maranhão, e deverá ter início apenas em meados de setembro. O poço será o mais profundo da campanha, programado para atingir quase 2,5 mil m. Como cada locação está a cerca de 300 km de distância uma da outra, a Ouro Preto optou por utilizar três bases apoio distintas na perfuração.

Concluído o segundo poço, a QG-2 retornará ao Piauí para perfurar no bloco PN-T-165. A perfuração está programada para atingir a profundidade de 2 mil m e ser concluída entre o fim de novembro e o início de dezembro.

Confirmando a descoberta de gás na região, a OP planeja seguir o rastro da Eneva e instalar um projeto no modelo reservoir-to-wire. Caso a campanha resulte em descobertas nos três blocos, a estratégia em análise prevê a instalação de três térmicas de 300 MW, cada, com investimento total estimado em US$ 900 milhões e início de operação a partir de 2023.

Com a campanha de perfuração, a Ouro Preto antecipará o compromisso de trabalho assumido com a ANP. A petroleira já cumpriu o programa exploratório mínimo assumido para essas áreas. Além desses três blocos, a empresa responde pela operação de outros quatros na região, um também arrematado na 11ª rodada, o PN-T-151, que guarda similaridade geológica com o PN-T-137, e três adquiridos no 13º leilão – PN-T-145, PN-T-162 e PN-T-65.

O resultado da campanha de perfuração dos três poços irá auxiliar a Ouro Preto a definir a locação do levantamento sísmico dos blocos da 13ª rodada e da possível perfuração de um novo poço no PN-T-151. A campanha sísmica deverá ser executada ao longo de 2019.

Além das sete áreas do Parnaíba, a Ouro Preto opera também o bloco BAR-M-387, localizado em águas rasas da Bacia de Barreirinhas. A petroleira já adquiriu sísmica na área, cumprindo com o compromisso mínimo de trabalho acordado com a ANP, e aguarda o início da campanha da Shell na região para avaliar seus próximos passos.

Fonte: Revista Brasil Energia