Além da Ação Direta de Constitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, outras quatro ações de teor semelhante foram ajuizadas, dentre estas uma ajuizada pelo Governador do Estado do Espírito Santo. No Estado do Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa (ALERJ) retirou temporariamente da pauta de suas votações a votação da derrubada do veto do Governador ao projeto de lei que institui uma taxa no valor de 4 unidades fiscais de Referência (Ufirs-RJ), hoje equivalentes a R$ 9,00, que, se aprovada, incidirá sobre cada barril de petróleo produzido no estado. Este projeto visa compensar eventuais perdas de receita que o estado venha sofrer caso entre em vigor a nova distribuição dos royalties. Também na ALERJ foi apresentado um projeto de emenda constitucional (PEC 45/2013) que determina a incidência do ICMS sobre a produção de petróleo em sua origem. O objetivo do projeto também é compensar as perdas fiscais que o Estado poderá sofrer caso a nova lei de distribuição dos royalties não seja revogada. No Congresso Nacional alguns parlamentares discutem a possibilidade de um novo acordo entre os estados produtores e não produtores. Entre as teses em discussão estão a criação de um regime de progressão gradual das alíquotas dos royalties devidos aos estados e municípios, até que, findo um período acordado, as alíquotas sejam aquelas estabelecidas na Lei no 12.734 de 2012. Está sendo considerado que este período de transição seja de 10 anos.Outros parlamentares estão negociando a possibilidade da União antecipar as receitas futuras de royalties dos entes não produtores. Os valores repassados seriam compensados em anos futuros, quando futuros contratos de produção forem assinados. Essa negociação se mostra complexa, porque embute a tese de que nos contratos existentes a distribuição dos royalties não se altera. Governadores de estados não produtores estão negociando a nova regra de distribuição trazida pela Lei no 12.734 de 2012 não altere os contratos existentes, ou seja, em conformidade com o veto da Presidente da República, que foi derrubado pelo Congresso. Por outro lado, estes governadores propõem que a União antecipe recursos aos seus Estados, o que está sendo recusado pela Presidência da República. O Congresso já trabalha para mudar a Constituição Federal em uma reação à decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu medida cautelar à ação ajuizada pelo Governador do Estado do Rio Janeiro, a qual suspendeu a aplicação das novas alíquotas de distribuição dos royalties do petróleo. Também no Congresso Nacional parlamentares trabalham para elaborar um projeto de emenda constitucional (PEC) que altera toda a divisão dos royalties decorrentes da exploração de petróleo no mar, incluindo áreas já licitadas e do pré-sal. A PEC, se aprovada, esvaziará o julgamento das ADINs sobre a Lei no 12.734 de 2012. Muitos parlamentares se mostraram interessados em apoiar esta PEC. No Estado do Rio de Janeiro, o Governador havia determinado a suspensão dos pagamentos devidos pelo estado por conta da derrubada dos vetos da Presidente da República à nova Lei dos Royalties. Com o deferimento da medida cautelar requerida na ADIN ajuizada pelo Governador, os pagamentos já se normalizaram.