Informações do Sindipetro-NF apontam para cerca de 60 ocorrências nas plataformas
As plataformas P-50 e P-32, nos campos de Albacora Leste e Marlim, na Bacia de Campos, registraram 42 e 16 casos confirmados de covid-19 entre os funcionários a bordo, respectivamente, segundo informações do Sindipetro-NF.
Na P-50, os funcionários testaram positivo entre 30 de julho e 5 de agosto. Em nota divulgada na quinta-feira (6/8), a FUP informou que, no dia do primeiro caso, havia 167 embarcados na unidade. Desde então, 33 pessoas com sintomas da doença retornaram ao continente – destas, 19 testaram positivo.
Segundo a entidade, outros 23 trabalhadores foram testados a bordo após a detecção desses casos e tiveram contágio confirmado.
Já na P-32, há 16 funcionários com covid-19. Na plataforma, há um caso descartado sem ser testado, dois inconclusivos e oito negativos, de acordo com o sindicato. O Sindipetro-NF não teve notícia de que houve subida à plataforma para testagem geral, como aconteceu na P-50.
A FUP declarou ainda que a estatal suspendeu embarques e desembarques na plataforma P-77, no campo de Búzios, por suspeitas de contaminação na unidade. A Petrobras tem aumentado o número de pessoas a bordo nas plataformas do campo para avaliar retorno às atividades normais no offshore.
“A alta contaminação na P-50 confirma as falhas nos protocolos de saúde e segurança para a Covid-19 adotados pela Petrobras para os trabalhadores que atuam nas plataformas marítimas e unidades terrestres da companhia”, declarou a FUP.
Procurada, a Petrobras informou que, de forma preventiva, examinou todos os colaboradores a bordo da plataforma P-50 com teste RT-PCR. “Conforme previsto nos procedimentos de prevenção adotados pela companhia, foi providenciado o desembarque daqueles cujo teste foi positivo, bem como os identificados como contactantes”, declarou via assessoria de imprensa.
A estatal disse ainda que as medidas de combate ao vírus foram reforçadas principalmente na higienização e conscientização a bordo.
“A unidade não terá impacto em sua produção, pois uma equipe que está cumprindo o período de quarentena prévia será embarcada para garantir as atividades essenciais.”
Quanto à P-77, a companhia afirmou que a informação de suspensão de embarques e desembarques por conta de casos de covid-19 não procede. “Os desembarques sempre ocorreram normalmente. Já os embarques foram reprogramados temporariamente, de forma planejada, em virtude da adoção de novo procedimento de testagem nas plataformas de Búzios, e também já voltaram a ocorrer normalmente.”
A estatal esclareceu que, tanto na P-77 como na P-32, houve “desembarques pontuais devido a reporte de sintomas, como determina o procedimento preventivo utilizado na Petrobras”.
A companhia reforçou que adota rigorosas medidas de prevenção, o que inclui período de quarentena com monitoramento de saúde nos 14 dias que antecedem o embarque, avaliação clínica e testes pré-embarque, uso obrigatório de máscaras, distanciamento entre as pessoas e reforço na higiene, entre outras ações.
Semanalmente, a ANP divulga divulga dados de contágio no offshore, de acordo com informações de oito operadoras de contrato em áreas marítimas: Dommo Energia, Enauta, Equinor, Perenco, Petrobras, PetroRio, Shell e Total. Até a noite de terça-feira (4/8), haviam 1,54 mil casos confirmados entre profissionais que acessaram instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural.
Fonte: Revista Brasil Energia