A Petrobras paralisou a produção do FPSO P-58, instalado no campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias, na parte capixaba da Bacia de Campos. A ANP, em ação de fiscalização, detectou não-conformidades na plataforma.
A agência informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a decisão de paralisar a produção da unidade foi uma iniciativa da própria Petrobras. A plataforma agora só poderá voltar a produzir depois de sanadas as não-conformidades e mediante autorização da ANP, que fará nova inspeção na unidade.
O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro ES) informou que no último dia 5 enviou ofício à ANP com 48 pendências que comprometem a segurança operacional dos trabalhadores da P-58, entre elas: as condições de insegurança dos guindastes ( desde a construção no estaleiro); falta de redundância e risco de queda das luminárias/holofotes; falta de iluminação adequada, para operações ao final do dia e noturnas; ocorrência de queda de um dos parafusos do Moitão; diversos vazamentos por toda a plataforma óleo, água e gás; vazamento de líquidos no vent do TEG: controle de nível, pressão e outros realizados de forma manual continuamente ( porválvulas de by-pass), gerando desgaste excessivo para os operadores; ventilação e exaustão da praça de máquinas ineficiente.
A P-58 entrou em operação em março do ano passado. Construída pela Quip, a unidade tem capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo e comprimir 6 milhões de m3/dia de gás natural. Em dezembro do ano passado, a unidade produziu – de acordo com dados da ANP – 97 mil barris/dia de óleo.
O FPSO é uma das unidades em estudo pela Petrobras para o processo de desinvestimento. A ideia seria vender a plataforma para uma empresa afretadora, e e afretar a unidade de volta. Com a medida, a Petrobras deixaria de investir no FPSO, passando apenas a remunerar sua operação.
Procurada pela Brasil Energia Petróleo e Gás, a Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o objetivo da paralisação é realizar manutenções preventivas e melhorar a eficiência de alguns sistemas, não detalhados pela companhia. A empresa afirmou que, desde a entrada em operação, em março de 2014, a unidade não teve ocorrências de impactos ambientais ou interrupção das operações por causa de acidentes.