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Clippings - 25/09/09

PAC e Copa de 2014 ajudam crescimento da Odebrecht

A construtora Odebrecht aposta na continuidade de bons negócios no Brasil pelos próximos oito anos. Para a companhia, a Copa do Mundo de 2014, que demanda investimentos de US$ 50 bilhões em infraestrutura, e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terá aportes totais de US$ 500 bilhões em obras variadas, manterão os negócios aquecidos na construção civil brasileira pelos próximos anos.
“Também há crédito em ascensão no País para o setor habitacional, o que possibilita a construção de residências e amplia as condições de pagamento para os clientes de diferentes faixas de renda”, explicou Afonso Celso Legaspe Mamede, diretor de equipamentos da Construtora Odebrecht, ao palestrar em evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em Porto Alegre.

Atualmente, a construtora baiana possui 28 mil unidades habitacionais em obra no País. Também mantém negócios em setores variados, como construção de estradas, esgotos e estruturas de extração de gás e óleo, todos ligados à infraestrutura. O faturamento da empresa chegou a US$ 17 bilhões em 2008, incluindo as atividades internacionais.

Para ele, o setor de construção na América Latina praticamente não sentiu os efeitos da crise financeira internacional, tendo em vista as medidas governamentais em prol do setor como forma de manter a economia em funcionamento. “O que verificamos foi, sim, uma queda geral nos preços de máquinas e equipamentos, e também uma exigência por redução de preços por parte de nossos clientes”, comentou Mamede.

Ele aposta em um segundo semestre melhor que o primeiro, e que o ano de 2010 marcará a recuperação da economia. “Temos convicção de que sairemos da crise melhor do que entramos”, comentou. Para a próxima década, a construtora acredita que haverá aumento da demanda por obras de reconstrução de cidades, recuperação de áreas degradadas, obras de energia limpa e modernização estrutural.

Mameda explicou que o setor de construção, em geral, prevê ampliar a compra de máquinas, hoje em 50 mil ao ano, em investimentos totais de US$ 5 bilhões. Em variados cenários, a expectativa é de crescimento deste volume, ultrapassando as 60 mil máquinas adquiridas anualmente até 2011. “A prioridade será a compra de equipamentos leves, que reduzam os gastos e ampliem a produtividade”, avisou.