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Clippings - 19/01/16

Países programam rodadas enquanto Brasil afasta novos leilões

A presidente Dilma Rousseff afirmou na última sexta-feira (15/1) que não faz sentido fazer novos leilões do pré-sal no atual patamar de preço do barril de petróleo. Enquanto isso, em outros países, calendários plurianuais e rodadas estão mantidos, tanto em novas fronteiras, como em mercados consolidados.

“Ninguém faz leilão de bloco de exploração com o barril a US$ 30, a não ser que queira dar para alguém”, afirmou Dilma à jornalistas, em Brasília. A presidente também afirmou que só um país em dificuldades faria leilões nessas condições e que este não é o caso do Brasil.

Para o ano, mercados como o do Golfo do México e Mar do Norte terão novas oportunidades de aquisição de áreas. No Golfo, estão previstas novas etapas do plano de cinco anos em duas áreas (Central GOM e Western GOM). E no Mar do Norte, Noruega deve concluir a contratação das áreas licitadas em 2015 e é esperada a 29ª rodada do Reino Unido.

Por sinal, a Noruega comemorou o interesse de 26 empresas pela oferta de blocos offshore no Mar do Norte, detalhada ano passado. “Novas áreas de exploração são fundamentais para a atividade, no longo prazo, e para a criação de valor no setor de petróleo”, comentou o ministro de Petróleo e Energia da Noruega, Tord Lien, com a confirmação das inscrições. O leilão deve ser concluído no primeiro semestre.

De volta à América do Norte, o Canadá tem duas licitações no quarto trimestre de 2016, nas províncias de Newfouland e da Nova Escócia, que fazem parte de um calendário plurianual que oferta. Ano passado, uma das rodadas previstas para Newfoundland levantou US$ 1,2 bilhão em compromissos de investimento – no Brasil, a 13ª rodada terminou com dois blocos offshore contratados, sem compromisso de poço.

O leilão canadense foi um prato cheio para grandes empresas: 11 das sete licenças oferecidas foram arrematadas por BG, BP, Chevron, Exxon, Statoil e a canadense Nexen. As áreas oferecidas têm uma reserva potencial de 12 bilhões de barris.

Em mercados emergentes, as dúvidas recaem sobre novos leilões nas costa Oeste, onde está o pré-sal africano. Angola promoveu um leilão em 2015 e Gabão, Congo e Guiné Equatorial já anunciaram planos de oferecer áreas e há expectativas em relação a São Tomé e Príncipe, Camarões abram novas frentes.

Em uma nova fronteira, Moçambique, na costa Leste do continente, conseguiu em 2015,que Exxon, Rosneft, Statoil e Eni contratassem 15 blocos em terra e mar, com compromisso de investir US$ 700 milhões no país, que pretende ser exportador de gás.

No Brasil, dada a situação do mercado global de petróleo, a presidente Dilma Rousseff mostrou-se mais propensa ao lançamento de uma rodada em terra nos moldes da 12ª rodada.