Empresa exporta açúcar em contêiner por Santos e vê potencial para replicar modelo com outros embarcadores.
A Panalpina Brasil renovou contrato de exclusividade com a multinacional Cargill para exportação de açúcar conteinerizado a partir do Porto de Santos. A previsão é que os carregamentos cheguem a 1 mil Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por mês, volume maior do que o dobro embarcado durante todo o ano passado, quando a Panalpina movimentou aproximadamente 5 mil Teus da divisão açucareira da Cargill. A mercadoria tem como destino a Índia, Mediterrâneo e Oriente Médio.
De acordo com o chefe da área de Transporte Marítimo do Mercosur e vice-presidente sênior da Panalpina, Jacques Cohen, a renovação da parceria deve-se, entre outros fatores, à capacidade de negociação que o freight forwarder – um dos maiores do mundo – tem junto às companhias marítimas. Temos um ótimo relacionamento com armadores globais, o que nos possibilita negociar fretes competitivos para o embarcador, disse, em entrevista ao Guia Marítimo.
A produção brasileira de açúcar deverá atingir 38 milhões de toneladas na safra 2010/2011, volume 14,80% superior às 33,1 milhões de toneladas produzidas em 2009/10. A safra do açúcar do Brasil em geral teve alta e a produtividade está muito boa, além disso, com a quebra da safra na Índia, o Brasil é definitivamente um dos maiores fornecedores de açúcar no mundo, avalia Cohen.
De olho na pauta de exportação brasileira, altamente centrada em commodities, a Panalpina tem investido no embarque conteinerizado de grãos. Resultado: hoje, o segmento de commodities já representa 30% do que o braço marítimo do freight forwarder movimenta. E ainda há espaço para crescer. Com base nesse sólido negócio com a Cargill podemos replicar esse tipo de experiência, finaliza Cohen.