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Clippings - 21/08/15

Papa-Terra terá injeção piloto de polímeros para elevar eficiência

A Petrobras vai iniciar, até o fim de 2017, um projeto piloto de injeção de polímeros no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, com o qual se espera uma redução na produção de água. A medida faz parte da primeira revisão do plano de desenvolvimento do ativo, aprovada este mês pela ANP e que será atualizada em 2017.

O reservatório de Papa-Terra, operado pela Petrobras, em sociedade com a Chevron, começou a produzir volumes consideráveis de água em julho do ano passado, após oito meses em operação. O pico de produção de óleo, em junho daquele ano, foi de 34 mil barris/dia e, um ano depois, caiu para 13 mil barris/dia de óleo e 9 mil barris/dia de água.

A produção de água, em apenas oito meses de atividade, é normal para campos como o de Papa-Terra, segundo a Petrobras. “Tanto o volume de óleo do reservatório quanto as propriedades de rocha e fluido estão dentro do previsto no projeto de Papa-Terra”, informou a empresa, em nota.

O campo produz, de acordo com dados da ANP, de junho, a partir de quatro poços, todos horizontais, sendo três interligados ao FPSO P-63 e um à P-61, uma plataforma TLWP (Tension Leg Wellhead), de completação seca, sem planta de processo.

De acordo com o desenho original do campo, todo o sistema de drenagem previsto para Papa-Terra contemplará seis poços de completação submarina, interligados à P-63 e 13 conectados na P-61. Além disso, serão necessários dez poços de injeção de água e um para injeção de gás.

“A partir das informações obtidas até o momento, a Petrobras está trabalhando na adequação da malha de drenagem e trajetória dos poços, tendo por objetivo o aumento da produção”, informou a empresa.

Ainda de acordo com a Petrobras, o projeto de injeção de polímeros estava previsto na concepção original do campo. O Cenpes foi acionado para definir a melhor solução para Papa-Terra, dada as características do reservatório – em, produção, são três, todos arenitos turbidíticos, sendo um eocênicos (15° API) e dois cretácicos (15° API).

Espera-se que o aumento na viscosidade da água injetada eleve a eficiência de varrido, que é a capacidade de arraste do óleo pela água. “A diminuição da água, que é desejável, é um efeito secundário”, afirmou a empresa Petrobras.

Com quatro dos 29 poços de produção previstos conectados até junho deste ano, após mais de um e meio de operação em Papa-Terra, a Petrobras não informou para quando o pico de produção do campo está previsto. O sistema (P-61, P-63 e TAD) tem capacidade para produzir 140 mil barris/dia.

“O pico de produção dependerá fundamentalmente da produtividade dos novos poços a serem perfurados, bem como do cronograma de entrada dos mesmos, conforme estudos de trajetória e de adequação da malha de drenagem”, informou a Petrobras.