O Ibama concedeu a licença ambiental de operação para o UMS que ficará estacionado perto do FPSO 3R-R; companhia espera retomar produção de Papa-Terra no início do 3T24

A 3R Petroleum garantiu, nesta quinta-feira (9), com o Ibama, a licença ambiental de operação do UMS que realizará uma intervenção em Papa-Terra, informou o COO, Maurício Diniz, em teleconferência de resultados do 1T24.
Na próxima semana, a sonda irá em direção ao FPSO 3R-3 (antiga P-63), e estará conectada entre 90 dias e 120 dias, com uma parada de produção prevista de 15 a 20 dias no início do terceiro trimestre deste ano.
Sobre a perfuração do primeiro poço (PPT-52) em Papa-Terra, o CFO da companhia, Rodrigo Pizarro, disse que espera realizá-la ainda este ano. “É bem possível. A gente continua muito diligente no Ibama”, apontou o executivo.
Pizarro também destacou que essa licença para perfurar em Papa-Terra é uma das mais simples, uma vez que toda a linha submarina já existe.
Caso a perfuração ocorra em 2024, a previsão é que a média da produção anual, no fim do ano, seja de 51 mil a 52 mil barris.
Em relação aos workovers no campo, a companhia está atuando na troca de bombas e trabalhando nos umbilicais, com o objetivo de retomar a produção. Destes poços, o PPT-12 e o PPT-37 já passaram por intervenção de sonda e, agora, passam por trabalhos nos umbilicais, para serem postos em produção.
Ainda em maio, a sonda sairá do poço PPT-17 em direção ao PPT-50. A partir dessas atividades, a expectativa é que a produção retorne no segundo trimestre de 2024. Além disso, haverá bombas novas em cinco dos sete poços.
No que se refere à cessão de participação da Nova Técnica Energy em Papa-Terra, o CEO da 3R, Mateus Dias, explicou que uma vez protocolado o pedido de cessão na ANP, “todas as demais condições, a partir de agora, da operação já são enquadradas em 100%”.
Dias informou que revisaram, recentemente, a conclusão de um novo contrato de comercialização de óleo com a Petrobras. Nesse contexto, o contrato define que a 3R pode nomear 100% da carga. “Continua essa discussão com a ANP, mas a gente já passa a ter os direitos sobre 100% do ativo”, apontou o CEO.
O Acordo de Operação Conjunta (JOA, na sigla em inglês) já estipula essa questão sobre a comercialização, do direito de nomear a carga. A empresa está seguindo o protocolo junto à ANP para garantir 100% dos direitos de cessão.
Na última sexta-feira, a 3R informou que iniciou os procedimentos necessários para a cessão compulsória da participação de 37,5% detida pela NTE no consórcio de Papa-Terra – os outros 62,5% são detidos pela 3R Offshore, subsidiária da 3R Petroleum, que detém a operação. A companhia alega que a NTE está inadimplente em suas obrigações financeiras.
Fonte: Revista Brasil Energia