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Clippings - 25/11/13

Para concluir porto no Rio, MMX vende 65% de capital

Com o objetivo de alcançar os recursos necessários para a conclusão das obras do terminal portuário de movimentação de minério de ferro, mais conhecido como Superporto Sudeste, a MMX Mineração e Metálicos, listada no Novo Mercado, anunciou em 14 de outubro a venda de 65% do capital social da MMX Porto Sudeste (PortoCo). Com a negociação, no valor de US$ 400 milhões, as companhias Impala, uma divisão da Trafigura Pte, e Mubadala passam a ter o controle acionário do porto. A expectativa da MMX Mineração e Metálicos é que a transação seja concluída até o fim deste ano.

Em entrevista concedida ao Valor por e-mail, a companhia justificou a venda significativa do capital social do Superporto Sudeste, localizado no município de Itaguaí, no Rio de Janeiro, como uma solução para o momento econômico-financeiro. Essa foi uma alternativa que se apresentou interessante e que permitiu acesso aos recursos necessários para a conclusão das obras do porto, bem como tornar os negócios de mineração essencialmente livres de dívida, diz o comunicado que foi enviado ao Valor.

Projetado para operar navios capesize – embarcações de grandes dimensões geralmente destinadas ao transporte de petróleo e minério e que, devido ao tamanho do calado, só podem ser recebidas em terminais de águas profundas – o Superporto Sudeste começou a ser construído em 2010. Com investimento de R$ 2,4 bilhões e expectativa de entrar em operação total em 2014, sendo que, até o fim deste ano espera-se que esteja apto para embarque inicial de 60 mil toneladas, o terminal foi projetado para movimentar inicialmente 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Mas há capacidade para 100 milhões de toneladas na segunda fase de operação do porto.

A negociação que envolveu a transferência do controle acionário do Superporto Sudeste para minimizar a crise financeira das empresas de Eike Batista já era esperada desde o fim do primeiro semestre deste ano, uma vez que o terminal está entre os ativos mais valorizados do grupo controlado pelo empresário. Em junho deste ano, o diretor de operações do Sudeste, Luciano Ferreira disse ao Valor que quem adquirisse o empreendimento teria a vantagem de acessar um dos poucos terminais de minérios do país totalmente automatizado. Outra vantagem do empreendimento ressaltada por Ferreira, na época, foi a localização, pois o porto dará acesso às mineradoras do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais ao mercado mundial.

De acordo com o Fato Relevante emitido pela MMX Mineração e Metálicos no dia 14 de outubro, a transação contempla um investimento total na PortoCo de US$ 400 milhões por parte de Impala e Mubadala.

Ainda como parte da transação, a MMX vai transferir para a PortoCo dívidas da MMX Sudeste Mineração (MMX Sudeste) no valor de US$ 1,3 bilhão. No fim da transação, a Impala e a Mubadla, por meio de suas subsidiárias, passam a deter 65% de participação na PortoCo. E a MMX ficará com 35%, com a opção de poder adquirir participação acionária na PortoCo de 7,5% do capital total na data do fechamento da transação.

A MMX alegou ao Valor que é vantajoso manter sua participação no Superporto Sudeste, ainda que em regime minoritário. De acordo com as informações enviadas pela companhia, a manutenção de 35% do capital social do Superporto Sudeste garante à MMX a oportunidade de exportar até 13 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com tarifas portuárias competitivas. A empresa disse também que segundo acordo, a MMX pode, ainda, aumentar sua participação no capital social do porto em mais 7,5%, alcançando um total de até 42,5% do ativo.

Segundo a companhia, o Superporto Sudeste é importante para que a MMX alcance mercados transoceânicos. Ela afirmou também que desenvolveu uma estratégia de logística integrada, que garantirá a ligação da mina, localizada em Minas Gerais, ao porto, que está sendo construído no Rio de Janeiro.

O Fato Relevante publicado em 14 de outubro deixa claro que o fechamento da transação está sujeito a determinadas condições precedentes, tais como obtenção das autorizações governamentais aplicáveis e processo de reestruturação de dívidas já existentes da PortCo e MMX Sudeste (a serem transferidas para a PortCo). (SL)