A privatização da estatal portuguesa TAP é necessária porque a companhia aérea não tem como resolver a estrutura de capital sem injeção de recursos novos, mesmo que venha operando com resultado líquido positivo em sete dos últimos oito balanços anuais, apontou o vice-presidente da empresa, Luiz da Gama Mór, que participou da 41ª feira do turismo das Américas, em São Paulo, que se encerrou domingo.
“Não tem como resolver a estrutura de capital sem injeção de capital, e o Estado não tem”, afirmou o executivo. “Temos uma estrutura de capital frágil.”
Em 2012, o governo português incluiu a estatal aérea no programa de privatização, no contexto de ajustes orçamentários para receber recursos da União Europeia e atravessar a crise econômica que abalou a economia e as finanças do país. Mas o processo foi encerrado em dezembro passado, quando o único interessado, o empresário Germán Efromovich, teve a oferta negada por falta de garantias bancárias, segundo a versão oficial do governo luso.