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Clippings - 10/06/16

Paradas não programadas impediram produção de 3,6 milhões de barris/dia em maio

Paradas não programadas em diversos países impediram a produção de 3,6 milhões de barris/dia em maio, de acordo com a U.S. Energy Information Administration (EIA). O volume não produzido foi o maior desde janeiro de 2011 e representa um aumento de 800 mil barris/dia em relação a abril.

As interrupções contribuíram para o aumento do preço do barril em US$ 5 de abril para maio. O crescimento das interrupções foi causado principalmente pelas pausas no Canadá, Nigéria, Iraque e Líbia, cujo volume que deixou de ser produzido não foi compensado pela redução das interrupções em países como o Brasil, Kuwait e Gana na comparação mensal.

No caso do Canadá, as paradas foram causadas pelos incêndios no estado de Alberta, onde estão localizadas plantas de produção de areias betuminosas (oil sands). Ao todo, deixaram de ser produzidos uma média de 800 mil barris/dia no país no mês. Ao final de maio, entretanto,a produção já estava sendo restaurada em diversos projetos.

Na Nigéria, ocorreu um aumento dos ataques terroristas em áreas produtoras de óleo e gás, o que também fez com que o país deixasse de produzir 800 mil barris/dia. Devido aos atentados, a produção média nigeriana em maio ficou em 1,4 milhão de barris/dia, menor volume desde a década de 1980. A previsão da EIA é que os ataques continuarão em alta no país até 2017.

Já no Iraque, apagões de energia no sul do país e intempéries climáticas no Golfo de Basra causaram a parada de produção de 50 mil barris/dia, mesmo volume que a Líbia deixou de produzir devido às paradas nas exportações do maior terminal do país.

A EIA acredita que as interrupções na produção global serão menores em junho, já que a maior parte do aumento foi causado por condições climáticas, desastres naturais ou acidentes, fatores que costumam ser solucionados em poucas semanas ou meses.