
Em parecer técnico elaborado no último dia 30, a Coordenação de Licenciamento Ambiental de Exploração de Petróleo e Gás Offshore (Coexp) – instância do Ibama subordinada à Diretoria de Licenciamento Ambiental (Dilic) – concluiu que o navio-sonda Amaralina Star, da Constellation, apresenta basicamente a mesma capacidade técnica e operacional do navio-sonda ODN-II, da Foresea, estando, portanto, apta à atuar nas atividades de perfuração exploratória no bloco FZA-M-59, situado na Bacia da Foz do Amazonas.
O pedido de inclusão da Amaralina Star na licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho no bloco FZA-M-59 (Licença de Operação nº 1684, emitida em outubro de 2025) foi feito pela Petrobras ao Ibama no final de abril deste ano. De acordo com a companhia, a medida visa garantir maior flexibilidade operacional na Margem Equatorial, otimizando a alocação de recursos para a campanha exploratória.
Com base na documentação analisada, o parecer técnico concluiu que as sondas apresentam grau de similaridade operacional, tecnológica e funcional muito similar. As duas unidades:
- são plenamente compatíveis com operações offshore em águas ultraprofundas;
- utilizam arquitetura DP-3 (Posicionamento Dinâmico Classe 3) de alta redundância;
- possuem sistemas de segurança compatíveis com padrões internacionais;
- atendem às exigências ambientais aplicáveis;
- apresentam capacidade equivalente para operações de perfuração, completação e intervenção em poços offshore.
“De forma consolidada, estima-se que as duas unidades apresentem um Coeficiente Global de Similaridade superior a 83%, podendo ser consideradas operacionalmente equivalentes para a as atividades de perfuração offshore em águas ultraprofundas”, diz o parecer técnico.
No entanto, embora a ODN-II tenha sido vistoriada em 5 de junho de 2025 e a Amaralina Star vistoriada em 14 de janeiro de 2026, nada impede que as unidades marítimas de perfuração sejam objeto de novas vistorias em caso de necessidade de aferição de informações ausentes, conflitantes ou complementares, tais como:
- inspeções físicas;
- apresentação de Certificação de Classificação;
- apresentação de documentação de manutenção;
- registros atualizados de acidentes, segundo o documento elaborado pelo Ibama.
O instituto também reiterou que, em função das significativas alterações no cronograma de perfuração do poço Morpho, a Petrobras deverá apresentar o novo cronograma atualizado, o qual, em respeito à Condicionante 2.4 da LO nº 1684/2025, deverá informar as datas de início, interrupção, reinício e previsão de término das atividades de perfuração do poço.
A perfuração do poço Morpho foi retomada pela Petrobras no dia 16 de março, cerca de 70 dias após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser, que ocasionou a paralisação da atividade. A perfuração foi iniciada em outubro de 2025. A estatal foi multada pelo Ibama (em R$ 2,5 milhões) e pela ANP (em até R$ 2 milhões) pelo vazamento.
Fonte: Brasil Energia.