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Clippings - 26/03/15

Partilha e cessão onerosa produzirão 4 milhões de b/d em 2030

Estimativa da PPSA prevê ainda extração de 140 milhões de m³/d de gás nas áreas. A produção brasileira de petróleo em áreas sob os regimes de partilha e cessão onerosa vai atingir 4 milhões de barris/dia e 140 milhões de m³/dia de gás natural em 2030. A curva de produção é uma estimativa da PPSA, apresentada pelo presidente da estatal, Oswaldo Pedrosa, nesta quarta-feira (25/3).

Os volumes levam em conta a produção de Libra, dos campos da cessão onerosa, do excedente da cessão a ser contratado diretamente com a Petrobras e volumes da União nos acordos de individualização da produção.

A estimativa supera, segundo Pedrosa, a previsão da Agência Internacional de Energia (AIE), que calcula que toda a produção brasileira no fim da próxima década deve ser da ordem de 4 milhões de barris/dia.

Sobre os volumes de gás, Pedrosa ressaltou que não pode ser considerado como oferta ao mercado. Boa parte deve ser injetado para neutralizar os volumes de CO2 presentes no gás e para produzir mais óleo. O alto volume de injeção também demanda mais consumo nas plataformas para os módulos de compressão de gás.

Além dos 10 processos de unitização em andamento, a PPSA já tem em pauta outros nove acordos que devem ser fechados. São campos com descobertas que se estendem para áreas não concedidas no polígono do pré-sal.

O executivo defendeu a viabilidade dos projetos a longo prazo, apresentando previsões de instituições financeiras para uma desestabilização do preço do barris entre 65 e 85 dólares.

Sobre a atual conjuntura do setor, Pedrosa ponderou que “o fato de hoje os epecistas estarem impedidos de contratar aliado à queda histórica do preço do petróleo pode ter impacto no desenvolvimento do pré-sal. No mínimo no cronograma dos projetos”.