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Clippings - 26/11/19

Partilha terá mais de R$ 500 bilhões em investimentos

PPSA prevê a demanda de 28 FPSOs somente para as áreas já leiloadas

Por Claudia Siqueira   

As 17 áreas de partilha leiloadas até o momento pelo governo irão assegurar um volume total de investimentos de R$ 560 bilhões, no período de 2020 a 2032. A projeção foi apresentada nesta segunda-feira (25/11) pelo diretor-presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Eduardo Gerk, estimando um montante de R$ 196 bilhões para unidades de produção, R$ 168 bilhões destinados a sistemas submarinos e outros R$ 196 bilhões voltados à perfuração/construção de poços.

O trabalho de exploração e desenvolvimento dessas áreas demandará, segundo a PPSA, a instalação de 28 novos FPSOs, a perfuração de 474 poços, e a encomenda/instalação de 2,5 mil km de linhas submarinas. O pico de investimentos é estimado para ocorrer entre os anos de 2026 e 2027, período no qual deverão ser desembolsados quase R$ 180 bilhões.

 

 

Estudos da PPSA projetam que o volume de produção extraído das 17 áreas de partilha já arrematadas atinja a marca de 3,9 milhões de b/d de óleo em 2032, o que se confirmado representará um aumento de 30% em relação ao atual volume de 2,9 milhões de b/d extraídos dos projetos de pré-sal e pós-sal do Brasil. A estimativa é de que ao longo de 2026 sejam colocados em operação um total de seis FPSOs.

O mapeamento prevê que a PPSA supere a marca de 1 milhão de b/d de óleo comercializado a partir de 2031, alcançando o volume de 1,22 milhão de b/d em 2032. As receitas do governo com a produção de óleo e gás nas áreas de partilha devem saltar de R$ 7,4 bilhões (projeção estimada para 2020) para R$ 340,6 bilhões em 2032, totalizando um montante de R$ 2,3 trilhões.

 

 

A PPSA projeta que o pagamento total de participações governamentais assegure ao governo federal, estados e municípios um montante total de R$ 1 trilhão de 2020 até 2032, sendo R$ 424 bilhões com a comercialização do óleo da União, R$ 349 bilhões em royalties e R$ 227 bilhões com impostos. Somente com o pagamento de royalties é estimada uma arrecadação de R$ 52,4 bilhões em 2032.

As participações governamentais dos 17 contratos alcançarão R$ 2,33 trilhões até 2055. Os contratos de partilha arrematados até o momento possuem percentual de excedente de óleo variando de 10,01% a até 80%.

Das 17 áreas de partilha leiloadas até o momento, 11 são operadas pela Petrobras (Libra, Entorno de Sapinhoá, Peroba, Alto de Cabo Frio Central, Uirapuru, Dois Irmãos, Três Marias, Sudoeste de Tartaruga Verde, Búzios, Itapu e Aram), três pela Shell (Sul de Gato do Mato, Alto de Cabo Frio Oeste e Saturno), uma pela ExxonMobil (Titã) e outra pela BP (Pau Brasil).

Fonte: Revista Brasil Energia