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Clippings - 05/12/13

Pátria Investimentos pode entrar em projetos de ferrovias e portos

A gestora de recursos Pátria Investimentos decidiu ampliar o raio de atuação no segmento de infraestrutura. Hoje, o foco são os negócios ligados ao setor privado. A tendência é que o leque seja ampliado e que a gestora faça também aportes pontuais em setores regulados pelo governo.

Segundo Otávio Castello Branco, sócio responsável pela área de infraestrutura, estão em análise opções especialmente em portos e ferrovias. Aguardamos a legislação para definir, diz ele. Há estudos também para ampliar a presença nas áreas de saneamento e de energia.

A escolha dos projetos, no entanto, será extremamente seletiva. Temos interesse em entrar apenas em projetos que ofereçam taxas de retorno razoáveis, diz Castello Branco. O Pátria não está disposto a disputar concessões que ofereçam taxas de retorno entre 8% e 10% (porcentual médio na maioria das concessões públicas hoje em andamento).

Podemos entrar em projetos novos, que vão criar estruturas públicas do zero em portos, por exemplo, e tendem a oferecer retornos bem mais atraentes, diz. Como exemplo de concessões públicas mais rentáveis, Castello Branco cita os aeroportos, onde os melhores retornos podem ser obtidos não da operação aeroportuária em si, mas de uma série de serviços adicionais que gravitam no entorno dos terminais de passageiros.

Na avaliação do Pátria, houve um esforço do governo para melhorar o ambiente de negócios na esfera pública, que já está se refletindo no mercado e tende a atrair mais capital para o setor. Hoje, o Brasil investe 2% do produto interno bruto (PIB) em infraestrutura, quando deveria investir ao menos 6%.

Os recursos para os novos investimentos viriam do já existente fundo P2 Brasil, especializado em infraestrutura, que conta com a parceria da construtora Promon,

A captação do P2 encerrou-se em 2011 e o fundo reuniu US$ 1,2 bilhão. Parte dos recursos já foi investido em logística para o agronegócio e de cargas (por meio da NovaAgri e da Hidrovias do Brasil), na construção e operação naval no setor de óleo e gás em alto mar (Oceana), em energia renovável (Latin American Power), em saneamento (Nova Opersan) e em transmissão na área de telecomunicações (Highline do Brasil).

Segundo Castello Branco, o ingresso em ferrovias e portos pode ocorrer ao longo dos próximos 12 ou 18 meses e contar com reforços de capital de eventuais consórcios de investidores que queiram ser parceiros. O Pátria pretende atuar sempre com participações majoritárias.

Além das fronteiras. A gestora também tem avaliado novas operações fora do Brasil, em especial em países vizinhos que se tornam cada vez mais atraentes, como Chile, Peru e Colômbia. O Pátria tem hoje investimentos na área de energia no Chile, onde o abastecimento enfrenta severas restrições e há grande demanda por projetos que possam melhorar a segurança energética.

Junto com o Blackstone, o Pátria ainda avalia alternativas para que investidores institucionais brasileiros possam ter acesso a fundos de investimento no exterior. O Blackstone, que adquiriu uma participação de 40% no Pátria em 2010, é um dos maiores investidores de private equity do mundo.