
O investimento da Petrobras na exploração da Margem Equatorial será, pela primeira vez, maior que os recursos destinados às bacias do Sudeste. De acordo com o plano estratégico 2023-2027, 49% dos recursos voltados à atividade exploratória irão para campanhas da região, ante a marca de 45% que serão direcionados a áreas de Santos, Campos e Espírito Santo.
A Petrobras destinará cerca de US$ 2,9 bilhões para a Margem Equatorial, contra os US$ 2,7 bilhões previstos para a exploração das bacias do Sudeste, mantendo o foco da atividade em ativos de águas profundas e ultra profundas. No plano anterior, era previsto aporte de 58% para a exploração das bacias do Sudeste e 38% para a Margem Equatorial.
O PE 2023-2027 prevê que a área de Exploração receberá US$ 6 bilhões em investimentos, o que configura um aumento de 9% em relação ao montante previsto no plano anterior, de US$ 5,5 bilhões para o quinquênio 2022-2026. A cifra representa apenas 9% do montante total destinado à área de E&P.
Menos poços
A Petrobras irá perfurar 42 poços exploratórios até 2027 no Brasil e no exterior, número expressivamente menor que as 70 perfurações previstas no plano anterior. A redução no número de campanhas exploratórias, segundo Fernando Borges, diretor de E&P da petroleira, está relacionada à revisão do programa de perfuração de poços de appraisal.
O novo plano estima a perfuração de 16 poços na Margem Equatorial, 24 nas bacias do Sudeste e dois na Colômbia. A Petrobras possui 17 blocos na Margem Equatorial.
A campanha da Colômbia será voltada ao bloco de Tairona, onde foi realizada uma importante descoberta de gás natural, em águas profundas.
Apesar do aumento nos investimentos, o orçamento destinado à Exploração ainda é baixo se comparado a outros anos. No Plano Estratégico 2021-2025, o capex da área somava US$ 6,51 bilhões.
O detalhamento dos investimentos de E&P do PE 2023-2027 foi apresentado pelo diretor Fernando Borges na quinta-feira (1), durante o Petrobras Day. A Petrobras investirá US$ 64 bilhões no segmento.
Fonte: Revista Brasil Energia