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Diretora comercial disse que administração do complexo vem dialogando com diferentes players pensando em soluções de armazenamento, transporte e distribuição.
O Complexo do Pecém pretende avançar em novas frentes no segmento de energias renováveis relacionadas ao hub de hidrogênio verde, criado no ano passado. A diretora comercial do complexo, Duna Uribe, contou que o objetivo é desenvolver a cadeia completa, o que passa pelos projetos de eólica offshore na costa do Ceará, em licenciamento ambiental, e pelo interesse de empresas em desenvolver o hidrogênio verde dentro da zona de processamento de exportação (ZPE) local, convertendo a amônia para exportação. As opções para o terminal de Pecém incluem um depósito alfandegado de amônia, matéria-prima utilizada na produção de hidrogênio.
Duna destacou que a empresa tem evoluído nas tratativas com diferentes players e pensado em soluções de armazenamento, transporte e distribuição. “Temos avançado. Fomos o primeiro estado a lançar um hub de hidrogênio verde, em fevereiro de 2021, que está muito relacionado com a parceria com o Porto de Roterdã, nosso acionista”, afirmou Duna, em entrevista à Portos e Navios. Ela acrescentou que o complexo vem firmando entendimentos com empresas a fim de avançar nos estudos e negociar futuros contratos. O Hub de Hidrogênio Verde (H2V) tem como objetivo o fornecimento global deste tipo de combustível, importante para o processo de descarbonização global.
A diretora citou como vantagens para Pecém o potencial de energias renováveis do estado, principalmente das fontes solar e eólica. Ela explicou que essa complementaridade reduz o custo de produção do hidrogênio. Duna disse ainda que a ZPE em operação dá um ganho competitivo para as empresas, com incentivos fiscais e segurança jurídica, assim como o Porto de Roterdã contribui por ser um parceiro estratégico para novos negócios. “Podemos fazer nossos próprios investimentos em infraestrutura para viabilizar o hub”, afirmou.
Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o Complexo do Pecém firmou com a Stolthaven Terminals um memorando de entendimento para o estudo de um novo terminal de armazenagem no Porto do Pecém. O terminal se concentrará em fornecer serviços de armazenamento e manuseio de hidrogênio verde e produtos associados (líquidos e gases). “Pensamos em sermos facilitadores do negócio e trazer soluções otimizadas de infraestrutura para reduzir o capex [investimentos] das empresas que vão se instalar e possam compartilhar o armazenamento da amônia”, comentou.
Ela acrescentou que o Porto do Pecém está ganhando novos equipamentos para elevar a sua capacidade de movimentação de contêineres. Duna destacou que os investimentos em infraestrutura e superestrutura são importantes para garantir o crescimento das movimentações. A diretora comercial disse que os prestadores de serviço de cargas gerais estão investindo em equipamentos de grande porte para se modernizar e receber novas cargas.
Além de um novo escâner, serão instalados no porto um guindaste STS (ship to shore) para operação de embarque/desembarque de contêineres nos navios; e três e-RTGs, guindastes para operação de contêineres no pátio do terminal de múltiplas utilidades (TMUT), onde estão localizados seis berços de atracação. Em 2021, o complexo movimentou 410.557 TEUs (244.811 unidades), crescimento de 8,7% em comparação a 2020, quando 377.726 TEU´s (228.362 unidades) passaram pelo terminal portuário.
Fonte: Revista Portos e Navios
