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Na Mídia - 29/12/21

Pedido de recuperação judicial cai ao menor nível em6 anos

Até novembro, 807 empresas haviam batido à porta do Judiciário, segundo a Serasa Experian; desse total, 539 pedidos foram de pequenas empresas, 183 de médias e 85 de grandes companhias

Ao contrário das previsões de especialistas, o número de pedidos de recuperação judicial registrado em todo o país é o mais baixo desde Até novembro, 807 empresas haviam batido à porta do Judiciário, segundo a Serasa Experian. É menos da metade do que se viu em 2016, por exemplo, ano do impeachment de Dilma Rousseff, em que foram contabilizados 1.865 casos.


Empresas negociam com credores e escapam da recuperação judicial


No início do ano, advogados e profissionais da área imaginavam um recorde de recuperações, pois a busca por bancas especializadas estava alta. Além disso, a pandemia havia se agravado e aquele momento coincidia com o vencimento de dívidas renegociadas pelas empresas em 2020.


Um dos principais motivos para essa “previsão” não se cumprir, segundo advogados, foi o comportamento dos credores, especialmente das instituições financeiras. “Os bancos estão renegociando em termos e parâmetros que antes não eram comuns fora da recuperação”, diz o advogado André Moraes.

Ele afirma que essa disposição evitou que um cliente, uma rede de hotéis, entrasse em recuperação. As empresas também tiveram acesso a mais crédito em 2021, por meio dos bancos ou programas do governo operacionalizados por instituições financeiras. Entre eles, o Pronampe, destinado a companhias que faturaram até R$ 4,8 milhões em 2020.

O diretor jurídico da Febraban, Vicente de Chiara, diz que a combinação de renegociações e a liberação de mais crédito geraram os menores índices de inadimplência da história – são esses débitos que geram pedidos de recuperação e falências.

Especialistas em insolvência afirmam que os pedidos de recuperação neste ano – tanto extrajudicial como judicial – foram capitaneados por empresas de setores diretamente afetados pela pandemia: hotelaria, turismo e transporte.

Segundo a Serasa Experian, dos 807 pedidos de recuperação registrados até novembro, 539 foram de pequenas empresas, 183 de médias e 85 de grandes companhias. Em 2020, foram 1.179 pedidos de recuperação judicial.

Fonte: Valor Econômico