
O apetite de investidores no mercado de eólicas offshore brasileiro continua crescendo, especialmente entre as companhias de petróleo. A atualização do Mapa de Projeto de Complexos Eólicos Offshore com processos no Ibama divulgado na sexta-feira (26), mostra crescimento da capacidade instalada dos 219,2 GW, última atualização quando foram incluídos os 10 projetos da Petrobras em setembro, para 234,2 GW agora, a partir da entrada de quatro novos parques da TotalEnergies.
Quatro petroleiras se destacam entre as maiores potências, com a Petrobras na liderança com 22.950 MW. A TotalEnergies vem na sequência, agora com sete parques e capacidade de 21.150 MW. Shell tem seis projetos de 17.080 MW e Equinor também seis projetos e 14.370 MW.
Os parques da Petrobras estão localizados no Ceará (3), no Rio Grande do Norte (3), Espírito Santo (1), Maranhão (1) , Rio de Janeiro (1) e Rio Grande do Sul (1). Os da TotalEnergies estão no Ceará (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (1) e Rio Grande do Sul (2). Os da Shell estão no Ceará (1), Piaui (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Rio de Janeiro (1) e Rio Grande do Sul (1) e os da Equinor no Ceará (2), Piauí (1), Rio de Janeiro (1) e Rio Grande do Sul (2).
O mapa traz também novidades como estatísticas sobre distanciamento médio da costa dos parques e aerogeradores, com sua distribuição ao longo do leito marinho, áreas médias dos projetos por estado, área de sobreposição por estado, dentre outros.
Pelos dados, o Nordeste figura com a maior potência, 109 GW, seguido pelo Sul, com 75,3 GW. Entre os estados, o Rio Grande do Sul concentra a maior capacidade, de 69.629 MW.
No Rio de Janeiro e em Santa Catarina estão os projetos com aerogeradores em maior profundidade, indicando que serão necessárias unidades flutuantes instaladas longe da costa. Na região Nordeste os projetos estão em lâminas dágua menores, possibilitando o uso de eólicas offshore fixas.
Fonte: Revista Brasil Energia