A Frente Parlamentar Mista pela Criação da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil foi lançada nesta quinta-feira (10/10) na Câmara dos Deputados. O objetivo do colegiado, que já conta com a adesão de mais de 200 deputados e senadores, é criar uma indústria de campos maduros no país a partir da venda de campos da Petrobras.
Na opinião do deputado Beto Rosado (PP/RN), coordenador da frente, os campos maduros deixaram de ser interessantes para a Petrobras, já que a escala de produção é menor do que aquela feita a partir da exploração do pré-sal, por exemplo. Os campos maduros de petróleo são campos pouco rentáveis economicamente, uma vez que sua produção já chegou ao limite e está em declínio.
O resultado disso, segundo Rosado, é a desativação da maioria deles, o que pode prejudicar a economia dos estados em que estão presentes. Estima-se que mais de 12 mil postos de trabalhos na área foram fechados nos últimos anos somente no Rio Grande do Norte
“Essa é uma grande oportunidade de fazer a economia do estado voltar a crescer com a exploração do petróleo em terra, pois a venda dos campos maduros vai movimentar o setor e gerar empregos”, concluiu o deputado.
A frente parlamentar conta com o apoio da Abpip. A entidade está fazendo gestões para a Petrobras vender suas áreas maduras a partir de leilões em conjunto com a ANP. A ideia é licitar clusters com produção variando entre 10 mil barris/dia e 20 mil barris/dia.
A visão da entidade é que este modelo pode ter um efeito multiplicador na operação de campos terrestres, o que poderia gerar milhares de novos empregos. “O país está precisando de boas notícias”, comentou o secretário-executivo da Abpip, Anabal dos Santos Júnior.
No mercado se comenta que a Petrobras pode, no entanto, adotar um outro modelo. A estatal está estudando criar uma nova subsidiária para incluir os campos maduros em terra e vender a participação na empresa.
A Petrobras opera 202 campos maduros, com produção de 130 mil barris/dia de petróleo e entrega de 2,9 milhões de m3/dia de gás em bacias onshore.