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Clippings - 07/03/17

Pemex e BHP Billiton formalizam parceria em águas profundas

A Pemex e a BHP Billiton assinaram na última sexta-feira (3/3) o contrato para associação no bloco de Trion, em águas profundas no Golfo do México. A assinatura marca a primeira vez em que a estatal mexicana atuará em colaboração com uma companhia privada no país.

A BHP Billiton arrematou uma participação de 55% na área em dezembro. A proposta da companhia australiana previa aportes superiores a US$ 1 bilhão, caso as empresas decidam prosseguir com o programa exploratório mínimo da área, além de royalties adicionais de 4%. A Pemex estima investimentos da ordem de US$ 11 bilhões para desenvolver o projeto.

O campo de Trion foi descoberto em 2012 e está localizado em lâmina d’água de mais de 2.500 m. As reservas 3P da área estão estimadas em 485 milhões de boe. Atualmente, o México conduz uma reforma energética com a abertura ao investimento estrangeiro.

“A reforma energética não apenas abre novas possibilidades de investimentos para empresas privadas, como dá à Pemex a oportunidade de se modernizar. Este tipo de associação iniciada hoje pelaa Pemex permitirá com que a companhia se modernize nos próximos anos”, afirmou presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que participou da cerimônia de assinatura do contrato.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a reforma energética ajudará a aumentar a produção mexicana e, hoje, o principal aspecto que garante os benefícios de longo prazo das mudanças é a política de competição ativa.

“Em termos de escopo, escala e ritmo, a reforma do México está entre as transformações mais ambiciosas no setor de energia no mundo todo em muito tempo”, afirmou Paul Simons, diretor executivo da AIE.

A agência, entretanto, alerta para a necessidade de o governo e agências regulatórias mexicanas estarem atentas para evitar que as novas companhias usem seu poder no mercado para aumentar o lucro às custas da redução da eficiência do novo sistema.

“Conforme novos atores entram no mercado e o papel dos reguladores aumenta, é necessário definir uma nova divisão de responsabilidades entre governo e indústria”, explicou a AIE.

Até o momento, o México já finalizou quatro etapas da Rodada 1 e, para 2017, estão previstas três etapas da Rodada 2, sendo que uma oferecerá áreas em águas rasas e duas em áreas terrestres.