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Clippings - 16/03/18

Perdas de R$ 1,5 bi na Rnest

A Petrobras registrou um impairment (redução do valor recuperável de ativos) de R$ 3,9 bilhões no ano de 2017. Deste valor, R$ 1,5 bilhão veio do trem 2 da Refinaria do Nordeste (Rnest).

De acordo com o diretor de Refino e Gás Natural da empresa, Jorge Celestino, a redução foi verificada após testes indicarem que as margens do diesel produzido na unidade vão diminuir, provavelmente a partir de 2023. As obras para a conclusão do trem ainda não começaram, mas estão previstas no Plano de Negócios 2018-2022 da companhia.

“O trem 2 ainda precisa ser completado, mas quando fazemos o teste, em longo prazo, vemos que a demanda e as margens do diesel diminuem. Quando esses dados são trazidos para o presente e comparados com o valor do ativo, mostra-se a necessidade de  impairment”, explica Celestino.

As unidades de fertilizantes também pesaram no resultado da companhia. Em 2017, as fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafens) de Sergipe e Bahia tiveram um impairment de R$ 1,3 bilhão. A Petrobras está tentando sair deste mercado, mas reconheceu no relatório das demonstrações financeiras que há baixa perspectiva de sucesso na alienação de algumas plantas.

“Os testes nas unidades geradoras de gás causaram esses impactos nas unidades de fertilizantes, principalmente por conta do custo do gás em longo prazo”, complementa o diretor.

Apesar das perdas em 2017, o valor foi R$ 16,4 bilhões menor do que o registrado em 2016, quando os impairments de ativos e investimentos em empresas coligadas chegaram a R$ 20,9 bilhões. O diretor Financeiro da companhia, Ivan Monteiro, afirmou que a tendência é que a redução no número de ativos que passam por esse tipo de desvalorização continue.

“A ideia é que esses valores se reduzam. Temos aplicado tanto nas variáveis macroeconômicas quanto no próprio desempenho operacional números bastante conservadores para que os ativos gerem lucros previsíveis para a companhia”, explicou Monteiro.

No ano de 2017, a Petrobras reverteu alguns impairments registrados anteriormente, como as perdas na UGC Polo Norte, na Bacia de Campos. A companhia atribuiu a melhor avaliação dos ativos à melhora na percepção de risco do mercado brasileiro, que resulta em redução nas taxas de desconto, além do aumento na eficiência operacional.

O processo de impairment ocorre quando uma empresa identifica um evento que pode impactar o fluxo de caixa futuro do ativo ou no processo de revisão anual, que é obrigatório.

 

Fonte: Revista Brasil Energia