Petrobras contratou sonda da Seadrill para realizar campanha no ativo arrematado na 4ª rodada de partilha de produção
Por Claudia Siqueira
A Petrobras começará a perfurar ainda na primeira quinzena de novembro seu primeiro poço exploratório de Uirapuru, área do cluster de Santos arrematada na 4ª rodada de partilha, em 2018. A campanha será executada pelo navio-sonda West Tellus, da Seadrill, que acaba de ter novo contrato assinado com a petroleira.
O afretamento da sonda foi realizado via negociação direta, conforme antecipado pelo PetróleoHoje. O navio- sonda ficará afretado por dois anos, por US$ 170 milhões, o que equivale a uma taxa diária de cerca de US$ 235 mil.
O West Tellus opera com dedicação exclusiva na área de Mero/Libra desde 2015. O contrato terminaria no final de outubro, mas foi preciso estendê-lo por alguns dias antes de sua partida para Uirapuru. Os trabalhos para liberação da unidade já estão em execução.
A Petrobras detém 30% de participação em Uirapuru, tendo como sócias a Petrogal, com 14%, Equinor (28%) e ExxonMobil (28%). A princípio, a sonda da Seadrill fará apenas um poço na área, sendo, na sequência, transferido para outras áreas da petroleira brasileira operadas em consórcio. Fontes ouvidas pelo PetróleoHoje apostam nos blocos Alto de Cabo Frio Central (Petrobras e BP Energy) e Entorno de Sapinhoá (Petrobras, Shell Brasil e Repsol Sinopec), ambos em Santos, arrematados na terceira e segunda rodadas, respectivamente. Veja as campanhas previstas para essas áreas aqui.
O novo contrato do Wets Tellus garante a permanência de uma unidade da Seadrill no Brasil. A empresa norueguesa mantinha o West Saturn operando para a Equinor, mas a campanha foi finalizada, e a unidade deixou o país. Circulam informações de que o grupo norueguês apresentou a melhor proposta no bid da ExxonMobil, mas não há confirmação oficial.
Constellation
A Petrobras ainda negocia com a Constellation o afretamento do navio-sonda Amaralina Star, também com foco nas áreas de parceria. As iniciativa têm como referência as taxas diárias apresentadas pelas empresas nas licitações da petroleira brasileira voltadas ao pool e ao projeto do BM-S-11 – ativo que, a partir de novembro, contará com o Laguna Star, também da Constellation.
O consórcio formado pela Petrobras (65%), a Shell (25%) e a Petrogal (10%) quer voltar a ter duas unidades operando na área com dedicação exclusiva, a exemplo do que ocorreu até o ano passado. O Amaralina Star poderá, no entanto, ser eventualmente cedido a outras áreas de consórcio da petroleira brasileira.
Fonte: Revista Brasil Energia