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Clippings - 10/12/15

Perfuração offshore está 32% menor este ano

A demanda por serviços de perfuração offshore no Brasil em 2015 está 32% menor este ano, com redução da atividade em todas as bacias, com exceção de Santos. Campos lidera queda da demanda, com a redução de investimentos na construção de poços de produção. A bacia está registrando um declínio este ano de quase 20%.

Até o fim de novembro, dados da ANP indicam que foram perfurados 93 poços no offshore brasileiro, 44 a menos (-32%) em comparação com o mesmo perãodo do ano passado. Apenas em Campos, foram perfurados 32 poços a menos, com a demanda caindo de 67 para 35.

Sem grandes campanhas de exploração no offshore, a maior província petrolífera do país vinha sustentando a atividade com o desenvolvimento das áreas como Papa-Terra e Parque das Baleias, Parque das Conchas (Shell) e Peregrino (Statoil), que demandaram 54 poços em 2014. Em 2015, contudo, a demada caiu pela metade, passando para 25 poços.

No caso da Petrobras, o orçamento de investimentos no desenvolvimento de novos sistemas em Campos e Espírito Santo foi superado em 3% no terceiro trimestre deste ano, com aportes de R$ 4,102 bilhões, frente à previsão anual de R$ 3,971 bilhões. Contudo, há um represamento de recursos para manutenção dos sistemas de produção, com aportes até o fim de setembro de R$ 3,627 bilhões, 61% da programação anual de R$ 5,967 bilhões.

Em terra, o ponto fora da curva é a Bacia Potiguar, onde foram perfurados 130 poços a mais nos 11 meses deste ano, totalizando 332, alta de 64% em relação a 2014. A demanda é, em sua grande maioria, no redesenvolvimento de campos maduros da Petrobras, mas Imetame, Partex, Sonangol (SHB) e UTC também atuam na região.

O esforço tem resultado na manutenção dos níveis de produção no Rio Grande do Norte e Ceará (3% do total) em cerca de 50 mil b/d de petróleo e 450 mil m³/dia de gás natural disponibilizados, que não leva em conta o consumo nos campos, a queima e a reinjeção do combustível.

Com o resultado da Bacia Potiguar, 489 poços foram perfurados em terra no Brasil até novembro de 2015, 88 a mais em relação a 2014 (+22%). Todos os outros mercados registraram perdas, incluindo o Recôncavo, na Bahia, onde a atividade caiu 39%, e foram perfurados apenas 39 poços.