Desde a década de 1990 que a atividade de perfuração offshore não chega a níveis tão baixos quanto no primeiro semestre deste ano. No perãodo, quatro petroleiras demandaram 53 poços no litoral brasileiro, uma queda de 32% na comparação anual. O resultado não foi pior devido às operações na Bacia de Santos.
A atividade em Santos cresceu 57%, de 21 para 33 perfurações, graças à demanda da Petrobras no pré-sal e à fase final de uma das etapas de exploração da Karoon, em blocos no sul da bacia, que demandaram quatro poços.
Para Lula, a Petrobras contratou mais 15 poços de desenvolvimento entre janeiro e junho deste ano – o campo já conta com mais de 50 poços de produção e injeção –, além de novos poços para Búzios (ex-Franco), Lapa, Mexilhão e Sapinhoá e perfurações com objetivo exploratório para Tambuatá, Libra e Carcará (BM-S-8), totalizando 29 poços da Petrobras em Santos.
Na Bacia de Campos, Repsol Sinopec fez dois poços em Pão de Açúcar e a Statoil deu prosseguimento a nova fase de desenvolvimento de Peregrino, com novos quatro poços de produção perfurados com as WHPs que integram o sistema do campo.
A Petrobras também investiu em poços de desenvolvimento em Albacora Leste, Jubarte, Marlim Leste, Pampo e Roncador, que juntos com a demanda das outras petroleiras, totalizam 15 novas perfurações na que ainda é a maior província petrolífera do país. Historicamente, Campos registrava uma média de 45 perfurações em seis meses.
As duas maiores bacias concentraram 83% de toda a demanda por poços no primeiro semestre. Para o restante do país, há quatro poços em Sergipe e um no Espírito Santo, parte de campanhas da Petrobras de exploração, em fase final de avaliação.