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Clippings - 28/03/17

Perfurações nos EUA continuarão em alta devido a hedging

As perfurações nos Estados Unidos devem continuar em alta mesmo com a queda do barril, devido às atividades de hedge. A visão é da Wood Mackenzie, que acredita que as companhias aproveitaram o perãodo em que o barril de petróleo esteve acima de US$ 50, impulsionado pelo anúncio de corte da produção da Opep, para aumentar as atividades de hedge no quarto trimestre de 2016.

“Aqueles que esperavam que a recente baixa no barril levaria os produtores dos Estados Unidos a reverter o aumento nas atividades de perfuração e a reduzir o excesso de produção podem continuar esperando”, afirmou a Wood Mackenzie.

De acordo com a consultoria, o objetivo das empresas é usar os ganhos de hedge para compensar déficits no orçamento com a queda no barril.

“A maior parte dos hedges expira em 2018. Os preços futuros do óleo podem se recuperar antes que os produtores fechem preços acima de US$ 55/barril para o ano que vem, valor necessário para financiar organicamente a produção de tight oil”, explicou Andy McCorn, analista de pesquisa na consultoria.

Uma pesquisa entre 33 companhias apontou que as empresas somaram 648 mil barris/dia em novos hedges de óleo no quarto trimestre de 2016, aumento de 33% em relação ao terceiro trimestre do ano. A Apache e a Anadarko foram as companhias com maiores quantidades de hedges de óleo, responsáveis por 33% do total no segundo semestre do ano.

Os hedges de gás, no entanto, foram mais sutis, principalmente porque as companhias já estavam bem posicionadas para 2017. Ao todo, 62,2 milhões de m³/dia de gás foram adicionados no quarto trimestre, queda de 57% em relação aos três meses anteriores.

A Wood Mackenzie notou que os contratos simples de swap estão voltando a ser empregados. Entre outubro e dezembro, este tipo de acordo foi responsável por 38% dos novos derivativos, aumento na comparação com os 25% registrados entre julho e setembro, mas ainda abaixo dos 42% do segundo trimestre do ano.

“A previsão para as atividades de hedge é de continuidade ou queda. (…) Ao mesmo tempo em que as companhias consideram novos hedges, os comentários e planos da Opep devem influenciar mais do que normalmente”, afirmou McConn.

A produção de óleo nos Estados Unidos ficou na média de 8,9 milhões de barris/dia de óleo em 2016. O volume, no entanto, variou bastante ao longo do ano. Em janeiro, o país produziu uma média de 9,2 milhões de barris/dia, volume que caiu para 8,6 milhões de barris/dia em setembro. No último trimestre, a produção voltou a crescer, alcançando 8,8 milhões de barris/dia em dezembro.