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Clippings - 13/04/17

Pernambuco e Santa Catarina concentram construção naval na área de óleo e gás

O estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), planeja entregar o FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes (MV 29) no terceiro trimestre deste ano. A plataforma, que chegou ao estaleiro em março e está em fase de integração, pertence à Modec, que foi contratada pela Petrobras para operar a unidade no campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos.

Com capacidade para processar 150 mil bopd e 5 milhões de m³de gás natural/dia, além de armazenar 1,6 milhão de barris de petróleo, o Cidade de Campos dos Goytacazes é o 12º FPSO operado pela Modec no Brasil – o décimo para a Petrobras. A Schahin é parceira da empresa no EPC, mobilização, instalação e operação da unidade, enquanto a Sofec foi responsável pelo sistema de ancoragem da plataforma.

Além do MV 29, o Brasfels trabalha na integração da P-69, que tem previsão de entrega no primeiro semestre de 2018, quando deve começar a produzir no pré-sal de Santos. No início deste ano, o estaleiro entregou o FPSO P-66, o primeiro da série de seis replicantes encomendados pela Petrobras.

Nos últimos anos, o Brasfels fabricou e integrou os módulos das plataformas Cidade de Itaguaí, Cidade de Caraguatatuba e Cidade de Mangaratiba, também da Modec e afretados pela Petrobras para produzir no pré-sal da Bacia de Santos.

O Brasfels tem ainda contratos para a construção de seis navios-sonda da Sete Brasil, mas as obras estão paralisadas desde que a empresa brasileira, que está em recuperação judicial, interrompeu os pagamentos – mesma situação dos estaleiros Rio Grande (três sondas) Jurong (sete), Atlântico Sul (sete) e o Enseada Indústria Naval (seis), que negocia novas oportunidades na área de construção naval, além de operar como terminal de uso privado.

Levantamento da Brasil Energia Petróleo indica que os estaleiros nacionais têm 54 obras associadas ao setor de óleo e gás em carteira, considerando-se FPSOs, barcos de apoio e navios-tanque. Quase 80% dos empreendimentos estão em Pernambuco e em Santa Catarina, enquanto o Rio de Janeiro – que costumava concentrar os grandes projetos – aparece com apenas 9% do total, ao lado de São Paulo.

O Estaleiro Atlântico Sul (PE) tem o maior número de obras: são 15 navios-tanque, sendo oito de produtos claros para a South American Tanker Company, e cinco Aframax e dois Suezmax contratados pela Transpetro no Promef. O EAS já entregou oito Suezmax no programa de modernização da frota da subsidiária da Petrobras e teve outros sete cancelados.

Ainda em Pernambuco, o Vard Promar tem em carteira dois PSVs da Asgaard, dois PLSVs da Dofcon (consórcio entre a TechnipFMC e a DOF) e dois gaseiros da Transpetro. Outros quatro gaseiros do Promef já foram entregues pelo estaleiro, que teve ainda dois contratos de navios desse tipo cancelados pela Transpetro.

Em Santa Catarina, há cerca de 20 obras em carteira, todas encomendadas pela Petrobras em seu programa de renovação da frota de apoio marítimo (Prorefam). O Navship, do grupo Edison Chouest, trabalha na construção de dez embarcações da Bram Offshore, sendo oito PSVs e dois AHTSs, enquanto o Detroit constrói cinco PSVs para a Starnav e o Oceana, seis AHTSs para a CBO.

No Rio de Janeiro, além do Brasfels, somente o São Miguel tem projetos em carteira – também pelo Prorefam – com a construção de três PSVs para a Bravante. Nos últimos anos, o estado teve o número de obras bastante reduzido devido ao cancelamento ou suspensão de contratos com alguns de seus principais estaleiros, como o Mauá e o Ilha S.A..

Além disso, estaleiros como o Brasa, da SBM, e Vard Niterói, ambos na Baía de Guanabara, concluíram suas últimas obras no ano passado. O primeiro integrou uma série de FPSOs destinados ao pré-sal (os últimos foram o Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema) e o segundo, encerrou suas atividades no estado após entregar um AHTS para a DOF.

Em São Paulo, o Estaleiro Arpoador tem quatro FSVs em carteira, todos encomendados pela Brasil Supply, que irá operar as embarcações para a Petrobras.

No Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão em andamento obras de integração de FPSOs próprios da Petrobras. O Jurong integra a P-68, enquanto a Techint e o EBR realizam as obras das plataformas P-76 e P-74, respectivamente.