Otimista com o resultado do primeiro leilão exclusivo à compra de energia solar, realizado na semana passada, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), espera formar um polo de produção de equipamentos voltados à geração solar, a exemplo do que ocorreu com a energia eólica.
Apesar do Estado não dispor dos melhores ventos para geração de energia, o Complexo Industrial e Portuário de Suape atraiu, desde 2008, fabricantes importantes do setor eólico, como a argentina Impsa (aerogeradores), a espanhola Gestam (torres) e a dinamarquesa LM Windpower (pás).
Queremos exatamente fechar esse ciclo também com energia solar. O Nordeste tem uma incidência solar especial e nós desperdiçamos toda essa energia. A forma de darmos o passo para construir a presença da energia solar com expressão na matriz energética brasileira é exatamente isso: ter compra firme, disse o governador.
Realizado na última sexta-feira, o leilão resultou na contratação de 122 MW de energia solar, ao preço de R$ 228,63 por MWh. Os projetos vencedores preveem a construção de seis parques de geração solar, a maioria no interior de Pernambuco, o que demandará investimentos de R$ 597 milhões.
O prazo para o início da geração de energia é de 18 meses e os parques serão erguidos nos municípios de Santa Maria da Boa Vista, Tacaratu (2), Flores, Cabo de Santo Agostinho e Joaquim Nabuco.
Para garantir a demanda, o governo vai bancar, via isenção de ICMS, a diferença entre o preço que será cobrado pela energia solar e os preços correntes da energia no mercado de curto prazo. Segundo informações do governo estadual, saíram vencedoras do leilão as empresas Sowitec (Alemanha), Enel Greenpower (Itália), Kroma (Brasil), Cone (Brasil) e Sun Premier (China/Espanha).