
Companhia pretende construir e operar sua própria rede de tratamento e escoamento da produção
Por Ana Luísa Egues Em 23/10/2020Compartilhe
A 20ª reportagem da série sobre a atuação das petroleiras no Brasil tem como foco a Petro+ Petróleo e Gás.
A Petro+ é uma petroleira brasileira, fundada no Rio de Janeiro (RJ) em 2018, que possui operação em cinco campos: Garça Branca (100%), Saíra (50%) e Mosquito (50%), na Bacia do Espírito Santo, Tiziu (50%), na Bacia Potiguar, e Fazenda Gameleira (50%), no Recôncavo. Com exceção do primeiro, todos foram adquiridos no 1º Ciclo da Oferta Permanente, realizada em setembro de 2019.
Já o campo de Garça Branca foi adquirido na 4ª Rodada de Acumulações Marginais, realizada em 2017, no período em que a companhia ainda atendia pelo nome de Petrol Serviços e Sondagens. A Petrol foi fundada em 2016.
Ao todo, existem 15 poços perfurados ao longo dos cinco campos, sendo dez produtores. A Petro+ planeja iniciar a produção desses ativos em meados de 2021, após a realização de intervenções para a revitalização e reabilitação dos poços produtores.
Segundo Luiz Felipe Coutinho, um dos fundadores e atuais diretores da Petro+, a campanha de revitalização dos ativos vai demandar investimentos entre R$ 5-8 milhões pelo próximo ano. “Após estas intervenções teremos uma melhor ideia acerca do real potencial de cada campo, o que irá nortear os investimentos futuros da companhia”, afirmou, entrevista ao PetróleoHoje.
Ao todo, o capex previsto para o ano de 2021 gira em torno de R$ 12-15 milhões, considerando outras atividades da companhia, que não descarta a atuação no midstream, “tanto pelo olhar de investidor quanto para o potencial de integração de seus ativos”, segundo o executivo, uma vez que, dos 15 poços perfurados, dez estão localizados no Espírito Santo.
“A Petro+ pretende construir e operar sua rede própria de tratamento e escoamento da produção. Quanto a comercialização, temos estratégias pensadas, mas a execução dessas ideias também depende do potencial de produção dos nossos ativos”, completou.
Assim como outras empresas independentes, o plano estratégico da companhia prevê o crescimento do seu portfólio por meio da aquisição de campos em Oferta Permanente (a Petro+ está inscrita no 2º Ciclo da Oferta Permanente, previsto para dezembro) e pelos desinvestimentos da Petrobras, com foco nas áreas terrestres.
“Quando fazemos o movimento de aquisição de um ativo, realizamos com a confiança de que o investimento terá retorno, independente da realização de novas descobertas. Desta forma, o caminho natural é optar por áreas já conhecidas, onde possuímos maior inteligência e competitividade técnica”, afirmou Luiz, em resposta à pergunta se a Petro+ olha, com interesse, ativos no ES, BA e RN.
Fonte: Revista Brasil Energia