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Clippings - 26/08/21

Petrobras afreta dois PLSVs da DOF

PLSV Skandi Niterói, do consórcio Dofcon

A Petrobras afretou os PLSVs Skandi Vitória e Skandi Niterói, da DOF Subsea, informou o Grupo DOF na terça-feira (24/8). As embarcações foram afretadas por um período de três anos, com opção de extensão e início previsto para fevereiro de 2022.

Os contratos do Skandi Vitória e Skandi Niterói foram firmados via joint-venture da DOF com a TechnipFMC e com a Norskan, que é uma empresa do Grupo DOF, respectivamente. Ambos os navios são de construção e bandeira brasileira.

De acordo com o relatório mais recente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), referente ao mês de junho, a DOF/Norskan possui 22 embarcações no país, sendo 16 de bandeira brasileira: nove AHTS, três RSVs, dois PLSVs, um MPSV e um DSV.

Entre outros contratos da DOF/Norskan com a Petrobras, estão os dos RSVs Skandi CommanderSkandi Chieftain e Geosea, todos com término previsto para julho de 2022; os AHTS Skandi Fluminense e Skandi Urca, com término previsto para setembro do mesmo ano; e o também AHTS Skandi Rio, com término previsto para abril de 2024.

Outros contratos também foram fechados com a estatal recentemente, como o afretamento do Skandi Neptune para uma campanha sísmica 4D com nodes no campo de Jubarte e a extensão de contrato do AHTS Skandi Paraty por um ano, até julho de 2022.

Em seu relatório referente ao segundo trimestre do ano, divulgado no mesmo dia em que o afretamento dos PLSVs com a Petrobras, a DOF afirma que o fluxo de caixa no trimestre foi impactado, principalmente, pela alta atividade e de projetos no segmento subsea brasileiro.

Porém, mesmo com esses projetos e alguns sinais de aumento das atividades em outras regiões, “ainda há excesso de oferta de embarcações”, afirma a companhia em seu relatório. “Um aumento significativo na demanda é necessário para garantir ganhos sustentáveis no futuro; no entanto, o momento de uma recuperação é altamente incerto”, completa.

Esse cenário incerto continuará a influenciar a posição financeira da companhia, uma vez que, “se uma solução robusta de refinanciamento de longo prazo não for alcançada, o Grupo DOF não poderá ser tratado como uma empresa em funcionamento, o que novamente exigirá impairments adicionais nos ativos do Grupo”, explica no relatório. Em maio do ano passado, o Grupo DOF assinou acordos com credores e investidores com o objetivo de achar uma solução para uma reestruturação financeira de longo prazo. Essa solução ainda não foi definida.

No segundo trimestre de 2021, o Grupo DOF teve uma receita de NOK 1,5 bilhão, aumento de 20% ante o mesmo período no ano passado (NOK 1,2 bilhão). O lucro no período foi de NOK 43 milhões, recuperando o prejuízo de NOK 42 milhões reportado no mesmo período em 2020.

Fonte: Revista Brasil Energia