
Companhia destaca oferta do insumo com conteúdo renovável e estruturação desse produto, principalmente para comercialização no mercado externo
A Petrobras vem ampliando sua atuação no mercado de óleo combustível marítimo, principalmente o bunker com conteúdo renovável. A diretora executiva de logística, comercialização e mercados, Angélica Laureano, destacou, na última sexta-feira (7), que a companhia possui uma oferta estruturada desse produto, principalmente para o mercado externo.
“Estamos trabalhando firmemente com a ampliação desse mercado. Nesse contexto geopolítico de preços elevados, muitos armadores têm priorizado soluções de menor custo. Mas, nos nossos compromissos assumidos, temos conseguido continuar a fornecer esse produto”, disse Angélica durante coletiva de imprensa sobre os resultados da Petrobras no segundo trimestre.
De acordo com o relatório de desempenho da empresa, a receita líquida de óleo combustível, que inclui o produto bunker, totalizou US$ 213 milhões no segundo trimestre, 31% superior ao primeiro trimestre (US$ 163 milhões) e 61,4% a mais que no segundo trimestre de 2025 (US$ 132 milhões). Na comparação entre semestres, houve 26,6% de aumento das receitas, passando de US$ 297 milhões, de janeiro a junho do ano passado, para US$ 376 milhões nos seis primeiros meses de 2026.
No mercado externo, o óleo combustível, incluindo o bunker, comercializado pela Petrobras totalizou receita de US$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2026, 22% acima dos US$ 1,5 bilhão do primeiro trimestre deste ano e 72% a mais que no segundo trimestre de 2025 (US$ 1 bilhão). No primeiro semestre de 2026, foram exportados US$ 3,4 bilhões, um aumento de 50% sobre os US$ 2,3 bilhões apurados nos seis primeiros meses de 2025.
O bunker com conteúdo renovável atende às regulamentações da Organização Marítima Internacional (IMO), que limita o teor de enxofre nos combustíveis marítimos. O insumo com conteúdo renovável contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se aos compromissos ambientais da companhia e às melhores práticas internacionais.
Trata-se de uma solução drop-in, que pode ser usada pela frota existente sem necessidade de adaptações técnicas, o que posiciona o Brasil como uma alternativa competitiva para o suprimento de combustíveis marítimos sustentáveis. Nos últimos anos, a empresa vim expandindo, no Brasil e no exterior, sua capacidade logística para o fornecimento desse tipo de combustível.
Em novembro de 2025, a Petrobras abasteceu três navios da Transpetro com bunker composto por 24% de biodiesel (B24). A operação ocorreu no Terminal Aquaviário de São Sebastião (Tebar), em São Paulo. Em julho deste ano, a Transpetro realizou o primeiro abastecimento de um navio da frota com combustível marítimo com 30% de conteúdo renovável (B30). A operação foi realizada no porto de Roterdã, nos Países Baixos, com o fornecimento de aproximadamente 400 toneladas desse combustível ao navio Olavo Bilac, da classe Aframax.
Fonte: Portos e Navios.